Batman: 10 games do Homem-Morcego

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Batman Arkham Asylum foi lançado em 2008 para PC, PS3 e PS4, ganhará reedição para PS4 e Xbox One

Marcelo Jabulas | @mjabulas – Um dos heróis mais antigos dos quadrinhos, Batman já completa 82 anos de sua primeira aparição em maio. O Homem-Morcego nunca sai de moda. Volta e meia surge um novo filme e também um novo Bruce Wayne.

E sempre que isso acontece a indústria de games pega carona no Batmóvel e publica uma penca de games. Mas nada se compara à Batmania desencadeada em 1989, com o longa-metragem “Batman”, de Tim Burton, com Michael Keaton, na pele do paladino da justiça, e Jack Nicholson no irretocável papel de Coringa.

O filme deu tão certo que várias produções foram gravadas nos anos seguintes e junto deles um monte de games. Assim, selecionamos 10 jogos em que o patrão Bruce mandou muito bem.

Batman: The Video Game  (NES) – 1989

Batman

Publicado pela Sunsoft praticamente junto ao longa-metragem de 1989, o game corre em paralelo com a narrativa do filme. Na história, Batman precisa derrotar o levante criminoso imposto pelo Coringa.

Trata-se de um clássico game de plataforma, em que o jogador precisa atravessar os cenários derrotando os mais variados inimigos, além de atravessar obstáculos pelo cenário. Difícil, é um game que exige paciência.

Visualmente o game agrada, com direito a uma reprodução detalhada do personagem de Michael Keaton na tela de abertura, assim como animação dos veículos a cada estágio. Os cenários buscam reproduzir a ambientação do filme, mas com acréscimo de plataformas, que são fundamentais nesse estilo de jogo.

Batman: The Video Game  (Mega Drive) – 1990

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A Sunsoft também trabalhou numa edição para Mega Drive. A versão trazia praticamente a mesma estrutura do game para NES. No entanto, era nítida a melhora visual, com direito a barra inferior detalhada e efeitos como chuva, dentre outros recursos.

O gameplay segue a mesma lógica de um game plataforma 2D, com cenários inspirados nas locações do filme. No entanto, o game difere nos mapas, com diferentes caminhos e obstáculos.

A jogabilidade é um pouco mais amistosa, com comandos mais precisos. Mas nem por isso é um game mais fácil. Chegar aos créditos exige muitas tentativas.

Batman: The Revenge of the Joker (Mega Drive) – 1991

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A Sunsoft gostou do resultado do game anterior e resolveu elaborar outro jogo sobre Cavaleiro das Trevas. Com foco nos quadrinhos, “The Revenge of the Joker” tinha uma pegada mais caricata, sem a necessidade de respeitar a estética da produção cinematográfica.

O game tem estilo plataforma 2D e o jogador tem auxílio de um bracelete que dispara diferentes tipos de munições. Apesar a imagem clássica do Coringa na abertura, o game é bem menos interessante quando se parte para o gameplay.

Visualmente o jogo é mais colorido, como num HQ. A jogabilidade é simples: atirar contra inimigos, desviar de obstáculos e saltar sobre plataformas. Ou seja, não evolui em comparação com os antecessores.

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Dica de ouro: No entanto, recomendo jogar a versão para NES (foto acima). Isso mesmo, a edição para o Nintendinho tem o mesmo roteiro, mas é significativamente melhor de se jogar. A movimentação é mais dinâmica e os cenários são menos confusos. Às vezes, menos é mais.

Batman Returns (SNES) – 1992

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Em 1992, com a chegada de “Batman Returns”, com Michelle Pfeiffer no papel de Mulher-Gato e Danny DeVito, com Pinguim, a indústria em peso queria desenvolver games do paladino da justiça.  A Konami ficou a cargo de publicar as edições NES e Super Nintendo. No entanto, a versão do SNES deu show a parte.

Ao invés de apostar mais uma vez num game estilo plataforma, a japonesa optou por um Beat ‘n up. Os games do estilo estavam em alta com “Final Fight”, “Captain Commando” e “Teenage Mutant Ninja Turtles”, este da própria Konami.

Assim o game chega como um jogo de porradaria, com movimentação clássica em que se pode subir e descer em diagonal, além do deslocamento lateral do cenário. A jogabildiade é simples e basicamente exige que o jogador elimine os oponentes no combate corporal.

Há uso das armas dos heróis, como bumerangue, pistola de cabo, mas o lance é descer a porrada. O game também inclui fase de pilotagem dos veículos. Não se trata da melhor experiência, mas agrada por diversificar o andamento do jogo.

Visualmente o game agrada, com personagens grandes e bem desenhados. O jogador consegue interagir com cenário, destruindo latas e arremessando inimigos contra vidraças. Um ótimo game.

Batman Forever (SNES) – 1995

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Desenvolvido pela Probe, Warner e Aklaim, o game chegou como jogo oficial do longa-metragem “Batman Forever”, de Joel Schumacher, com Val Kilmer no papel de Batman e Nicole Kidman, Jim Carrey e Tommy Lee Jones no núcleo de vilões. Um detalhe interessante é que o game foi desenhado com o motor gráfico de “Mortal Kombat” para oferecer uma jogabilidade mais parecida com os games de luta.

Mas apesar o game ter a mesma movimentação do clássico dos fliperamas, com direito a um estranho molejo (incomum ao Homem-Morcego), o game é um tanto confuso, pois utiliza a seta para cima para o pulo, como nos games de luta, algo estranho num Beat ‘n up.

Visualmente o game também busca inovar, com uso de capturas de movimentos texturizadas. Comparado com games do início da década era uma evolução considerável, mas que já esbarra nas limitações de hardware tanto do SNES como do Mega Drive. Mesmo assim, é um game interessante e mostra como os desenvolvedores conseguiram tirar leite de pedra da geração 16 bits.

Batman of the Future: Return of the Joker (N64) – 2000

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O Nintendo 64 fez a ponte entre o bitmap e o vetor na Big N. Com poder de processamento superior aos consoles 16 bits e com velocidade de carregamento instantâneo do cartucho, que era incomparável aos letárgicos CD-ROM, todo mundo queria um game poligonal no N64.

E “Batman of the Future” bebe nessa fonte. A Ubi Soft (que ainda era grafada de forma separada) projetou um game literalmente futurista. O jogo explora as possibilidades dos comandos analógicos, assim como Rumble Pack (o acessório de vibração do joystick).

Visualmente o game tem o estilo poligonal da virada do milênio. Mas como o game tem foco na estética de animações para TV, ele acabava atenuando a limitação gráfica da época. Apesar de interessante, a jogabilidade é um pouco confusa. Mas vale a experiência.

Batman Begins (Game Boy Advance) – 2005

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Definitivamente, o  Game Boy Advance foi um dos melhores portáteis já criados. Em “Batman Venceance” o game impressiona pela qualidade gráfica e pela movimentação do do Homem-Morcego.

Trata-se de um dos melhores jogos do herói em estilo plataforma 2D. O game conta com desafios bem elaborados, foco no stealth, interação com o cenário, sem contar o visual surpreendente para um dispositivo de seu porte, já em fim de carreira.

A trama tem como pano o primeiro filme da trilogia estrelada por Christian Bale, em que se faz um reboot da franquia. A trama inclui inclusive o período em eu Wayne sai pelo mundo em busca de treinamento para combater o crime. Produzido pela Vicarious Vision e distribuído pela EA, trata-se de um ótimo game e obrigatório para os fãs do morcegão.

Batman Arkham Asylum (PC) – 2009

Sem vínculo com as produções para o cinema, “Arham Asylum” foi um divisor de águas nos games de super-heróis. A Rocksteady Studios produziu um dos melhores games sobre o personagem.

No game, Batman se infiltra na prisão que está fora de controle. Durante o game, o jogador enfrenta diferentes vilões da franquia, com Cara de Barro, Espantalho, Hera Venenosa, Crocodilo, e claro, o Coringa.

O game tem excelentes gráficos e ótima física, graças ao motor Unreal Engine 3. A qualidade dos cenários, assim como as cutscenes fazem deste game grande obra. A série Arkham ainda teve os episódios “City”, “Origins” e “Knight”. Todos imperdíveis.

LEGO Batman 2: DC Heroes (PS3)  – 2012

Na segunda metade da década de 2000, a TT Games deu início a sua série de games LEGO, que mesclava os bloquinhos com franquias dos cinema e quadrinhos. “LEGO Batman 2: DC Heroes” certamente é um dos melhores games da safra da TT.

Nesta aventura, o jogador precisa cumprir com várias missões por Gotham City, assim como em Metropolis. O jogador, a cada fase libera novos personagens, tanto heróis como vilões.

Com estilo mundo aberto, o game é uma espécie de GTA amigável. O jogador pode perambular pelo cenário. Outros games seguiram esse formato não linear, como “LEGO Marvel Super Heroes”, assim como “LEGO Marvel Avengers”.

Batman: The Telltale Series (PS4) – 2016

A Telltale caiu nas graças do público depois de converter os quadrinhos de “Walking Dead” num game estilo Aponte e Clique. No game protagonizado por Batman, o jogador mais uma vez se vê diante de cenários com quebra-cabeças, diálogos que alteram o andamento da trama e personagens clássicos.

Mas quem pensa que o game é paradão, se engana. O game tem seus momentos de ação, que exige comandos precisos e decisões rápidas. Tudo isso salpicado com um estilo gráfico cartunesco e caprichado.


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