Review – Ramake de Strider não é para amadores | Gamecoin

GAMECOIN - STRIDER 3

por Marcelo Iglesias

É preciso reconhecer que “Strider” não é a franquia mais famosa da Capcom. No entanto, é bem verdade que o game fez história na virada dos anos 80 para 90, principalmente no Mega Drive. Bom, quem quiser conhecer melhor a história da franquia pode conferir um artigo especial dedicado ao game. Mas o que importa é que a nova edição do game, publicada para PC, PlayStation 3, Xbox 360, PS4 e Xbox One acabou de chegar e faz um resgate de como se jogava videogame há um quarto de século.

O título é praticamente um remake da versão original e manteve praticamente inalterados a jogabilidade, enredo e estética. Trata-se de um game da Ação 2D em que o principal segredo é ter os dedos rápidos e não dar brechas para milhares de inimigos ao seu redor. A história se passa em meados do século XXI, em que um guerreiro (Strider Hiryu) desafia um governo ditatorial. Na época de seu lançamento em 1989 era uma espécie de apologia contra o socialismo soviético e fazia sentido diante do contexto histórico. Hoje, sem a “Cortina de Ferro” a narrativa tem um apelo mais romântico do que político.

GAMECOIN - STRIDER 2

Graficamente o novo “Strider” lança mão de estilo “Cel shading”, (tipo desenho animado) como em “Borderlands”, mas com a inclusão de linhas horizontais em toda a tela, como se fossem as “scan lines” dos monitores de tubo catódico, dos televisores e máquinas de fliperama. Um recurso legal é a aproximação e distanciamento da câmera que dá sensação de dinamismo ao jogo.

Como no velho Strider

O jogo em si não é moleza, e mesmo que as vidas não sejam limitadas como na versão original, em muitas vezes o jogador fica preso em determinado estágio devido a extrema dificuldade que é atravessar uma horda de soldados e chuvas de tiros. Além disso, chefes intermediários e chefões de fase são difíceis de derrotar e demandam várias vidas, que exige percorrer parte do estágio novamente, até que se consiga elaborar uma estratégia certeira de ataque.

 GAMECOIN - STRIDER 1

Além da espada de plasma, o jogador pode lançar mão de um poder especial que é carregado a cada inimigo destruído. O problema é que se o jogador ficar sem atacar nenhum oponente, a barra descarrega. Dessa forma, para poder utilizar o poder é preciso trucidar todo mundo ininterruptamente, nem que seja preciso ficar indo e voltando pelo cenário para que os inimigos brotem na tela novamente. Evoluir no jogo também demanda matar muita gente para subir de nível. A cada nível alcançado o protagonista libera novos poderes e combinações de movimentos.

“Strider” é um game que prende a atenção do jogador. Os cenários permitem exploração e coletas de itens para desbloquear conteúdos extras, como conceitos de arte dentre outras firulas, que não interferem na evolução do personagem. No entanto, alguns pontos, em que a dificuldade é extrema, podem desmotivar o jogador. Na PSN ele é oferecido por R$ 30,90 e consome cerca de 4 GB de espaço no disco rígido do PS3.

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