Review – Call of Duty: Black Ops Cold War

Marcelo Jabulas | @mjabulas – Novembro tem sido um mês frenético no mercado de games. As chegadas de Xbox Series X/S e PS5 concentraram o calendário de lançamentos para a primeira quinzena. Assassin’s Creed, Watch Dogs, Mortal Kombat Ultimate são algumas das novidades que querem carimbar a nova geração. Mas Call of Duty: Black Ops Cold War é um dos medalhões que prometem dominar a jogatina nesses dias de “unboxing”.

E fomos jogar Cold War. Ainda não foi no PS5 e nem no Xbox Series X/S. Afinal, em ano de pandemia de Covid-19 sangrando o borderô, não dá para emitir um boleto de quase R$ 5 mil. Mas tudo bem, testamos o game no PS4, que suou para entregar tudo que o game oferece, dentro de suas limitações de hardware.

Mas é preciso ser justo. A experiência é muito legal, mesmo sem suporte 4K, HDR, Ray-tracing e outras minudências que estão se apresentando diante da tela da TV. Mas fato é que Cold War é um jogo completo.

Pacotes

O game conta com modo campanha, que falaremos adiante, assim como multiplayer, modo Zumbi e também se conecta ao Warzone. Ou seja, não é preciso ocupar quase 100 GB de Call of Duty: Modern Warfare para jogar o battle royale.

E por falar em gygabyte, o novo CoD não é leve. No PS4 são exatos 93 GB. No entanto, o game é descarregado em pacotes. Assim dá para o jogador baixar apenas o que vai jogar e poupar espaço.

Trata-se de um recurso que será útil nessa nova geração, pois os games serão imensos para entregar toda performance prometida. E, em contrapartida, os sistemas operacionais de cada console gastam muito espaço e as unidades de armazenamento estendido podem variar de R$ 1,5 mil a R$ 4 mil.

Campanha

Dores e delícias da nova geração à parte, fato é que Black Ops volta como um link direto ao primeiro episódio da sub-série. No game, o jogador encontra novamente com os personagens Mason, Woods e Hudson. A trama se passa no início dos anos 1980, no auge da Guerra Fria, em que Estados Unidos e União Soviética brincavam de roleta russa com o botão vermelho.

Se no primeiro game a trama contava com a participação de John Fitzgerald Kennedy, agora quem dá o joinha para a ação é Ronald Wilson Reagan. Vale destacar a impressionante caracterização do ex-presidente, morto em 2004. Mikhail Gorbatchov também faz uma ponta no game, mas sem o mesmo capricho.

Na trama, os agentes da CIA se envolvem numa missão para obter informações sobre a verídica invasão ao consulado norte-americano em Teerã, no Irã, em 1979, que fez 52 reféns e durou quase 450 dias. Na missão, é descoberta movimentações soviéticas que levam a Perseus, o grande vilão da história. Ele tem a posse de um artefato nuclear dos EUA, que foi roubado durante a guerra do Vietnã.

Bell

No game, o jogador cria seu próprio personagem. Nome, nacionalidade e cor da pele. Além disso, é possível escolher características psicológicas que dão benefícios de combate. No entanto, o que não muda é seu apelido, Bell.

Bell é um militar que foi recrutado por saber exatamente quando Perseus afanou a bomba atômica. Ele se junta ao time para tentar localizar o soviético, que age como um fantasma.

Não linear

Cold War, apesar de seguir um fio de narrativa, não é um game totalmente linear. Toda trama se concentra numa base de operações. E é num grande quadro negro que os fios são conectados.

Além das conhecidas missões em flashback, que dominam boa parte da campanha, o game permite selecionar missões que vão surgindo à medida que os agentes vão juntando informações. O game também permite voltar nas missões.

Um ponto muito legal é que o game resgata locações do primeiro Black Ops. Uma delas é a missão nos Montes Urais. Woods e Mason voltam à instalação soviética que foi atacada por Hudson no final dos anos 1960, no game de 2010.

Além de os personagens comentarem sobre a missão, é preciso voltar a pontos do cenário que foram danificados pelo próprio jogador. Não ter jogado o primeiro game não deixará o jogador perdido, mas quem jogou (como fiz novamente há duas semanas) é uma divertida lembrança.

Jogabilidade

A jogabilidade não traz grandes novidades. Ela é bem intuitiva e simples. Além disso, o jogador não conta inúmeras funções extras. Basicamente é mirar, atirar, arremessar granada de fumaça ou fragmentação, ataque corporal, assim como correr, abaixar e botão de interação, para usar escadas, rapel, acessar painéis e outras tarefas.

Isso faz o game fluido, sem aquela necessidade de ficar buscando funções especiais nas setinhas do direcional. A setinhas são solicitadas muito raramente, para uma outra tarefa específica. Assim, as missões são carregadas de carga de tensão, com trilha sonora cinematográfica e cenas de muita ação.

Já os níveis de dificuldade basicamente se resumem à intensidade do ferimento. O game oferece diferentes níveis, sendo que o realista é o mais desafiador. Nele, qualquer disparo é fim de jogo. Geralmente é o que acontece quando se leva um tiro na vida real.

Palavra final

Call of Duty: Black Ops Cold War chega como cartão de boas-vindas para a nova geração de consoles. Trata-se de uma experiência muito imersiva para quem tem acesso aos novos aparelhos que exibem imagens fotorrealistas e com seus joysticks que reproduzem reações mais precisas que as costumeiras vibrações da geração passada.

Trata-se de um jogo frenético, mas de jogabilidade simples. Um clássico filme de ação da década de 1980, quando os mocinhos de Hollywood detonavam os vilões da Cortina de Ferro.

No entanto, recomendo que o jogador, que ainda não adquiriu o game, jogue novamente o primeiro “Black Ops”, publicado para PC, PS3 e Xbox 360. Não que seja fundamental, mas os dois jogos são muito bem casados, o que torna a trama mais intensa.

Disponível para PC, PS4, PS5, Xbox One e Xbox Series X/S, com valores entre R$ 280 e R$ 394.

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