Horizon Forbidden West é espetacular

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Marcelo Jabulas | @mjabulas – Após cinco carnavais, Aloy está de volta. A Guerrilla Games acaba de lançar “Horizon Forbidden West”, segundo game da franquia que estreou originalmente em fevereiro de 2017, exclusivo para PS4. Agora, com edições para PS5, a produção quer arrancar as mesmas reações que fez no passado. E podemos dizer que os produtores se superaram.

O game transporta novamente o jogador para um futuro distante, em que a humanidade retrocedeu a uma era tribal, num mundo dominado por criaturas mecanizadas. Até então nada de novidade, mas vamos com calma pois entregar a paçoca seria cruel demais, pois trata-se de um game em que vale a pena o fascínio da descoberta.

O primeiro título da série “Zero Dawn” já debulhou esse mundo hostil, em que o homem não é a espécie dominante, e como Aloy deixa de lado a condição de pária para ser a chave do futuro da humanidade.

Nova ameaça

Agora, em “Forbidden West”, Aloy se depara com uma nova ameaça. E se lá atrás ela salvou o dia, a jovem novamente se apresenta para solucionar os problemas desse admirável mundo novo.

A história do game coloca os monstros de metal em segundo plano e foca numa praga que está dizimando o que resta de vida no mundo. Para isso, a caçadora terá que se aventurar no Oeste Proibido, como o nome já indica.

Essa praga é uma anomalia na tecnologia de terraformação desenvolvida há mil anos que permitira criar um novo lar para a humanidade.  No game, essa região onde se situa a Califórnia é tido com um lugar maldito. Mas Aloy deve ir até lá para tentar encontrar a origem dessa praga mortal.

E nessa jornada, a heroína irá cruzar com outras tribos, algumas amigáveis e outras hostis. Ela irá se envolver nos dramas dos diversos personagens que surgiram pela jornada. Nada que nunca tenhamos visto num bom Action RPG.

No entanto, não podemos olhar para “HFW” de forma superficial. O game é denso, com elementos narrativos trágicos, que temperam a história. Mas contar mais não seria justo com quem vai desembolsar um pequena fortuna entre R$ 300 e R$ 400.

Visual de Forbidden West

Além disso, trata-se de uma produção caprichada, com qualidade gráfica sofisticada. No PS5, o game é simplesmente fantástico. As sombras, reflexos, água, névoa e poeiras são impecáveis.

No nosso teste rodamos no velho PS4. Ele perde um pouco desse refinamento visual, mas não compromete a experiência do jogador.

O modo fotografia, que é uma obsessão dos games assinados pela Sony, permite cliques bastante interessantes e inusitados. Não difere em nada da edição passada, assim como “God of War” ou “Spider-Man”.

O game permite que o jogador opte por uma tela limpa, sem excessos de informações. Pontos de vida e demais leituras aparecem quando é necessário. É bacana realçar a qualidade do visual.

Gameplay

O gameplay segue o mesmo padrão de “Zero Dawn”. Quem jogou não terá dificuldades em recordar da lógica do jogo. E se não jogou, não tem problemas, os produtores introduziram um tutorial “disfarçado”, quando Aloy ensina o colega Varl a utilizar seu dispositivo tecnológico (Foco), que é uma espécie de Google Glass (que deu certo).

O Foco permite que Aloy faça leituras de criaturas, rastreie o movimento das máquinas, localize insumos e tenha acesso a destravas de portas, assim como documentos e holografias. Não tenha preguiça de apertar o R3 a todo momento.

E o Foco, Aloy precisa vasculhar as criaturas de metal para encontrar sucatas. Ela consegue abater os bichos com flechas e demais formas de ataque, que pode ser com uma atiradeira ou bastão. Ou seja, tudo que existe em qualquer game do gênero, mas mergulhado numa história rica e com a vantagem de ser dublada em português.

Um ponto interessante é que o game oferece diferentes níveis de dificuldade. O “Normal” é bem simples. No entanto, há o modo com foco na história. Em que o game assume os combates, criação de itens e demais tarefas cotidianas. Mas há também modo de desafio elevado para quem não se contenta em matar um robô com apenas uma paulada.

Palavra final

“Horizon Forbidden West” é um daqueles games que você inicia e não consegue parar. Com gameplay é fluido, a história vai desenrolando diante dos olhos e o jogador não consegue parar.

Mais uma vez o game mostra a força da protagonista. É sempre bom ver heroínas como Aloy, Ellie, Claire Redfield, Chloe Frazer, Amanda Ripley e Lara Croft conduzindo um bom game. Elas sempre detonam.


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