Review – Assassin’s Creed Rogue

GAMECOIN - ROGUE 3

Marcelo Iglesias

Lançado às sombras de Unity pela Ubisoft, Assassin’s Creed Rogue chegou como consolo para os jogadores de PlayStation 3 e Xbox 360, que não terão acesso ao game dedicado à nova geração. Mesmo assim, o título não faz feio e de quebra fecha a era Novo Mundo da série. Rogue é muito parecido com Black Flag em quase tudo. O jogador assume o papel de um membro da ordem dos assassinos, Shay Patrick Cormac, que assim como o Edward Kenway é um homem do mar.

Dessa forma, o que não faltam horas à bordo da embarcação do protagonista, se digladiando contra a armada real e os membros dos Templários que se espalham pelo Atlântico Norte. Quem jogou os demais títulos a partir de Assassin’s Creed II não terá dificuldades em compreender a dinâmica do game e os pontos de exploração do gigantesco mapa. Por falar em embarcação, podemos dizer que Rogue é uma espécie de Grand Theft Auto à vela. Isso porque as missões estão espalhadas em pontos distantes do mapa e a maneira menos demorada de percorrer os caminhos é por rota marítima.

GAMECOIN - ROGUE 2

E isso é legal, os recursos de pilotagem da nave foram aprimoradas, assim como o sistema de ataque e pesca de tubarões e cetáceos. As batalhas navais sempre são divertidas e também ajudam no enriquecimento do personagem. Já a jogabilidade do protagonista em solo é basicamente a mesma desde o título de estreia, assim como o modo de se manter vivo, abusando da furtividade, acrobacias e execuções silenciosas.

Mais do mesmo

O que pode ser considerado enfadonho é que o game é muito parecido com seus antecessores quando se fala do cumprimento de missões, comandos e objetivos. O que prende a atenção do jogador é o enredo, que vai se desenrolado de maneira gradual. Para quem gosta de campanhas longas e arrastadas é um prato cheio, pois há uma infinidade de missões secundárias e itens a serem descobertos. Já para os speed runners de plantão, é possível focar na missão principal e terminar o game em tem razoável.

Por outro lado, não se pode questionar a qualidade gráfica. O game é bonito e traz belos efeitos que ajudam a compor o visual de maneira agradável. O problema é que todos nós já nos habituamos com a qualidade gráfica dos PCs modernos e também dos consoles PlayStation 4 e Xbox One, que eliminam aquelas irritantes linhas de contorno que surgem ao redor de tudo nos games da geração passada.

GAMECOIN - ROGUE 1

Como já disse aqui outras vezes, é sempre bom jogar Assassin’s Creed, afinal o game oferece total liberdade ao jogador para fazer o que der na cabeça. Além disso, Rogue é o título de despedida da franquia nos novos videogames da velha guarda. Vale a pena prestar essa última homenagem.

Disponível para Xbox 360 e PlayStation 3, com preço sugerido de R$ 159.

Leia Também