Jogue Outra Vez: Tomb Raider (2013)

Curtiu? Então compartilhe este post!

Tomb Raider tem versões para PC, PS3, PS4, Xbox 360, Xbox One e até Macintosh

Marcelo Jabulas | Redação GameCoin – Shadows of the Tomb Raider chega em 14 de setembro. Trata-se da terceira produção da atual fase da série. Mas por que Tomb Raider precisou se renovar? A visão caricata de Lara Croft deu certo nos anos 1990, mas hoje já não funcionava mais. Games da geração PS3 e Xbox 360 já demandavam produções que, além de gameplay criativo, também incluíssem enredos mais trabalhados e críveis.




Assim, o reboot de 2013 foi uma manobra necessária da Square Enix para reinventar a franquia, que se arrastava por quase 20 anos num formato repetitivo. E deu certo. Na verdade, deu muito certo. Tomb Raider figura entre os grandes games daquele ano, arrebatou incontáveis prêmios e até hoje é um título memorável, que não deixa a desejar para nenhum outro game de aventura.

Tomb Raider reconstruiu a personagem Lara Croft. Se em 1996 ela se apresentou como uma heroína sexy e durona, com seu shortinho diminuto, peitão e camisetinha colada, com a renovação Lara surge como uma jovem comum, sem apelos eróticos, com dúvidas, incertezas, medos, mas bastante determinada em se manter viva.

A história

O game se passa numa ilha japonesa, pertencente ao arquipélago do Triângulo do Dragão, onde Lara e sua equipe de pesquisadores acreditam que há um grande tesouro arqueológico, resquícios de um reino que imperou há muito tempo na ilha. Junto com as coordenadas do local, também há crenças de que o lugar seja protegido por poderes sobrenaturais oriundos da rainha bruxa que governou a ilha.

Apesar da introdução jogável do acidente, fato é que o game tem início após uma tempestade que parte o navio em dois. A tripulação se divide e cabe a Lara reagrupar os náufragos e pedir socorro. No entanto, há ilha é habitada por fanáticos seguidores da sacerdotisa. Estes três elementos: encontrar a equipe, pedir socorro e se defender dos locais formam a espinha dorsal do game, que mistura ação e exploração, como nos antigos games, mas de uma forma menos caricata.

Os roteiristas enfatizaram bastante a inexperiência de Lara na luta pela sobrevivência. A personagem, órfã de um pesquisador se revela acostumada com pesquisas de campo, mas totalmente inapta para o combate. O game mostra esse processo de aprendizado, que na prática é pontuado pela distribuição de pontos de experiência que permitem elevar as habilidades de sobrevivência, combate e exploração. Muitas vezes ela chora e demonstra medo, numa tentativa de humanizar a personagem e apagar de vez aquele modelo Filme B da franquia original.

Gameplay

Durante a campanha, Lara precisa improvisar equipamentos. Desde tochas, machadinhas e arcos, assim como aperfeiçoar pistolas, fuzil e uma escopeta. Para isso é preciso coletar fragmentos de peças espalhadas pela ilha. No entanto, também há peças para cada arma que permitem um upgrade mais sofisticado. Basta encontrar o número determinado de componentes para cada uma.

As armas são fundamentais na sobrevivência da protagonista. Na ilha há animais como coelhos, ratos, galinhas e veados que servem de alimento, ou apenas para aumentar os pontos de experiência. No entanto há lobos, que podem matar a personagem rapidamente. Fora isso, há uma horda de lunáticos com facões, arcos, pistolas e metralhadoras que não demonstram nenhuma amabilidade. Daí é fogo neles.

Armas de Lara

  • Machadinha – serve para escalar, abrir baús e desferir ataques
  • Arco – Além de alvejar inimigos de forma silenciosa, também permite esticar tirolesas
  • Pistola – Arma de menor poder de fogo, mas é fatal quando acerta na cabeça
  • Fuzil – Com cadência de tiro maior, é preciso ficar atento com o gatilho para não desperdiçar munição
  • Escopeta – Nada como uma “Doze” para espantar qualquer medo. Tem grande poder de fogo, mas ineficaz a longa distância.

Equipamentos

No entanto, o game não se resume apenas ao combate. Os cenários contam com diversos obstáculos que demandam saltos calculados, escaladas e até mesmo gangorrar sobre plataformas. Assim com Nathan Drake, de Uncharted, Lara Croft se revela uma exímia acrobata. Talento que exige do jogador o timing certo para completar as manobras. Seja para pular de uma parede para outra durante uma escalada, ou o tempo certo do salto de uma plataforma em movimento.

Para auxiliar na jornada, o game disponibiliza itens como tocha, pederneira, rádio e outras quinquilharias uteis para a sobrevivência da heroína. São equipamentos que vão sendo entregues paulatinamente durante a campanha e que facilitam o avanço do jogador e também permitem que Lara retorne a pontos inacessíveis de estágios anteriores.

Exploração

O game tem essa faceta de permitir que o jogador retorne aos pontos já visitados e acesse novos caminhos. Isso é legal pois não há uma imposição para se completar tarefas secundárias, mas há diversas tumbas escondidas. Elas contém tesouros que garantem pontos que ajudam na evolução das habilidades de Lara.

Gráficos

Tomb Raider foi lançado poucos meses antes da chegada do PS4 e Xbox One. No entanto, as versões para PS3 e Xbox 360 oferecem excelentes gráficos, levando em consideração as limitações dos hardwares dos veteranos. Isso pode significar alguns cutscenes nem tão polidos e sem “texturas dermatológicas”, mas não fazem do game um jogo menor.

Por outro lado, o game oferece caprichos como a sujeira se acumulando no corpo de Lara, que é lavada quando ela entra na água. Os cenários também são muito ricos em detalhes e vale a pena parar vez ou outra para contemplar o trabalho dos designers.

Veredito

Tomb Raider é um game que segue um padrão das produções contemporâneas. Consegue mesclar diversas modalidades num único pacote, com alternâncias de tiro, exploração, evolução do personagem e equipamentos. Tudo isso salpicado por um rico acervo de informações e itens coletáveis que explicam sobre os personagens e o que levou o navio de Lara naufragar nos arredores da ilha.

Trata-se de um game que pode ser adquirido por valores bem acessíveis, devido ao seu tempo de publicação, e que é garantia de diversão. Além disso, não deixa de ser uma apresentação dessa nova Lara Croft que ganha um novo episódio no mês que vem.

Mini ficha GameCoin:
Tomb Raider

Estilo: Aventura
Estúdio: Eidos
Distribuidora: Square Enix
Modo On-line: Não
Idioma: Áudio, legendas e menus em inglês
Disponível: MAC, PC, PS3, PS4, X360 e XONE
Preço Médio: R$ 35 a R$ 100

E quanto vale o show?

Enredo: 4
Gráficos: 4
Jogabilidade: 4
Desafio: 5
Custo/Benefício: 5
TOTAL: 24 gamecoins

Tabela GameCoin de classificação

00 a 03 gamecoins: Péssimo
04 a 07 gamecoins: Muito ruim
08 a 11 gamecoins: Ruim
12 a 15 gamecoins: Regular
16 a 19 gamecoins: Bom
20 a 23 gamecoins: Muito bom
24 a 25 gamecoins: Ótimo

Curtiu? Então compartilhe este post!