Coluna do Jabulas: Nenhum game merece cair no esquecimento, só Rambo

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Marcelo Jabulas | Redação GameCoin – Já percebeu que depois de um tempo, os games caem no esquecimento, por mais legais que sejam. Uma das razões é o fato de seus consoles de origem terem saído de mercado, e eles não foram contemplados com reedições para os aparelhos atuais.Também há uma questão de visibilidade. Todos os dias novos títulos são publicados e movimentam publicações, canais e redes sociais. Isso tudo acaba empurrando os veteranos para a sombra.

Por outro lado, é bem verdade que games antigos também voltam a tona, mas demora um bom tempo. Games 8 bits e 16 bits estão em alta, numa saudável e necessária corrente retrô. Mas jogos de meia idade padecem num limbo a espera de um resgate. Daí faz-se necessário produzir conteúdos sobre esses games. Artigos, análises, vídeos que possam fazer pairar uma luz sobre eles. É impressionante como títulos das gerações passadas seguem divertidos, mesmo sem a mesma qualidade visual dos títulos contemporâneos.

São jogos que fascinam pela qualidade da produção, enredo, jogabilidade, gameplay (terminologias que sempre se misturam de acordo com o entendimento de cada um), estética, dentre outros elementos. Por exemplo, como não se apaixonar, até hoje com a câmera estática de Resident Evil, mesmo que torne seu gameplay confuso? Ou a genialidade de Grand Theft Auto III, que praticamente moldou o modelo de games de mundo aberto? E por fim, a criatividade de Commandos com seu cenários minuciosos de visão isométrica.

Ostrascimo

Existe crueldade maior do que o abandono dos jogos de esporte? Eles têm durabilidade de um ano. Assim que chega o novo, o antigo é deposto, os jogadores esvaziam os servidores e pouco depois eles são desligados. Ninguém quer jogar PES 2010 (que eu acho ótimo, me faz sentir o CR7 do joystick). Nem mesmo FIFA 17, Madden NFL 12, ou NBA 2K16. Por outro lado, jogar International Super Star Soccer é praticamente uma celebração, assim como Super Strike, Joe Montana II Sports Talk Football e o primeiro FIFA Soccer, de 1994. Mas meu favorito é e sempre será Lakers vs Celtics And The NBA Playoffs. É simplesmente mágico.

O mesmo acontece com games de corrida. A cada nova edição de Forza Motorsport, Gran Turismo, DiRT, WRC, NASCAR seus antecessores caem no esquecimento. Por outro lado, rodar Indianapolis 500, clássico dos simuladores, de 1989, sempre é uma experiência saudosista, assim como jogar  Stunts, NASCAR Racing ou The Need For Speed. Nessa lista de veteranos um dos meus preferidos é NASCAR 08, que joguei à exaustão no PS2. Hoje o disco tá todo arranhado e ainda não achei outro em bom estado para comprar.

Nova experiência

Jogar Half-Life depois de 20 anos é algo incrível. Pois o clássico da Valve até hoje é um game moderno, mesmo que seu visual tente dizer o contrário. Experimente jogar Halo, no Xbox (original), é algo simplesmente incrível. Já tentou jogar novamente Alex Kidd in the Miracle World sem decorar os duelos de Pedra, Papel e Tesoura? ou Super Mario Bros 3 sem usar as flautas para acessar as Warp Zones?

Fato é que todo game, com exceção de Rambo: The Videogame, merece ser jogado, até mesmo E.T. The Extra-Terrestrial, que foi um verdadeiro desafio para Howard Scott Warshaw, que foi demonizado por ser apontado como o cara que quebrou a Atari. Seja para matar saudades, seja para juntar a galera numa sessão de saudosismo, ou para ter uma experiência inédita, um desafio com uma lógica diferente de gameplay. Bora ver quanto tempo você dura em River Raid, ou em quanto tempo você vence o primeiro mundo de Doom?

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