Oldies – Project Snowblind

GAMECOIN - PROJECT SNOWBLIND 00

Redação GameCoin

Há um bom tempo o mundo voltou suas atenções para o “dragão vermelho” que acordou com uma fome insaciável de crescimento econômico. Pois é, se há pouco tempo a China só servia para exportar muamba pirateada e filmes de Kung-Fu, Já faz um tempinho que a terra do mandarim também é tema de ambientação para jogos de computador. Publicado em 2005, Project Snowblind (nome que não tem nada a ver com a música Snowblind do Black Sabbath) o mundo está prestes a sofrer com uma grande ameaça, que emergirá em Hong-Kong.




Em 2064, um tirano tem um plano de detonar grandes bombas de pulso eletro-magnético (PEM), sobre as principais capitais do planeta e se tornar o dono do mundo. Para conter a ameaça, resta ao tenente Nathan Frost, meio homem meio máquina, e seus bravos soldados, invadirem as dependências do inimigo para por fim à malvadeza e trazer de volta a liberdade para todos.

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Apesar do enredo colocar a China como próximo inimigo da humanidade e carregar no patético discurso norte-americano dos riscos à liberdade, o game em si é muito bom. Desenvolvido pela Crystal Dynamics e lançado pela conhecida Eidos, Project Snowblind oferece bons recursos de jogabilidade, muita movimentação e ação constante. É um jogo que é porrada do início ao fim.

Seus gráficos possuem algumas limitações, mas são competentes e não têm falhas grotescas a ponto de transformar o jogo em lixo. O destaque fica por conta da possibilidade de se danificar boa parte do cenário, como colunas, pára-peitos, dentre outros elementos que de despedaçam diante dos olhos.

Seu arsenal é de respeito, com armas bastante interessantes e divertidas, que permitem que jogador não apenas saia atirando sem rumo, mas que ele utilize cada particularidade das armas, para conseguir o melhor resultado no ataque. Além disso, há a possibilidade de se pilotar carros e tanques, que são bastante úteis em algumas missões.

GAMECOIN - PROJECT SNOWBLIND 01

Talvez a falha da Crystal Dynamics tenha sido a facilidade em cumprir as missões, devido a falta de “chefões” (só existe um), ou pela falta de tarefas mais complexas. Para quem curte velharia da primeira década do milênio, é uma pedida interessante e pode ser encontrado por preço de banana na Steam e roda em qualquer PC vagabundo. Também é possível garimpar a versão para PS2, mas não será tão barato quanto a edição para computador.