Oldies – Final Fight e a definição do Beat ‘em up | Gamecoin

Redação Gamecoin

Jogos no estilo Beat ’em up (porrada no sentido literal) foram um dos grandes responsáveis pela derrocada das máquinas de pinball nos fliperamas. Vigilante, Double Dragon são alguns exemplos da velha guarda do gênero, mas Final Fight foi um marco. Lançado em 1989 pela Capcom, o game resgatava a temática dos conflitos urbanos entre gangues, mas oferecia um avanço técnico e visual sofisticadíssimos, com direito a gráficos detalhados, personagens grandes, que ficavam gigantescos nos monitores das máquinas de fliper.

A narrativa tinha como base o resgate de Jessica, filha do prefeito de Metrocity, Haggar, que era um dos três personagens jogáveis, ao lado de Cody (namorado de Jessica) e Guy. O game desenrolava em fases, como guetos, estações de metro, parques dentre outras localidades da cidade, todas recheadas de inimigos, alguns deles se tornaram ícones como Andore Jr.

Guns N’ Roses

Há quem diga que boa parte dos vilões que aparecem em Final Fight é inspirada em bandas, como Poison, Roxy e Sodom, que dão nomes há alguns inimigos. No entanto, os bandidos mais populares são Axl e Slash, que na época da publicação do jogo eram ídolos com o Guns N’ Roses, graças ao álbum “Appetite for Distruction”. Axl utilizava, inclusive, a mesma faixa na testa como o roqueiro. Já Slash aparecia com corte de cabelo mais comedido.

O game teve versões para Super Nintendo, Commodore e Sega CD. Na versão para SNES, o título foi lançado em dois formatos Final Fight e Final Fight Guy, lançados em 1990 e 1992. Isso porque a versão para o console não suportava os três personagens, então a Capcom subtraiu Guy da primeira edição e, em seguida, lançou o jogo sem Cody.

O que chamava mais atenção era que pouquíssimos jogadores escolhiam Haggar, quando jogavam em duplas no arcade, devido à sua movimentação letárgica, mas como se tratava de um dos personagens chave, foi mantido. Comparado com as máquinas CPS da Capcom, que permitiam até nove inimigos na mesma tela, a versão para SNES suportava apenas três, o que tornava os combates mais suaves. No entanto, é preciso reconhecer que Final Fight teve participação fundamental na divulgação do videogame da Nintendo, pois trazia um dos games mais adorados dos fliperamas para dentro de casa, sem perdas grotescas.

Final Fight 2

A recepção de Final Fight foi tão boa no SNES, que a Capcom não demorou a publicar um segundo jogo da série, em 1993. O game mantinha praticamente a mesma jogabilidade, mas com personagens mais rápidos, golpes especiais e gráficos mais refinados que a conversão da versão original para no Super NES. Fora de Metrocity, Haggar se junta a Maki e ao ninja brasileiro Carlos e uma missão global, com início na China. Detalhe para a aparição de Chun-Li de Street Fighter II comendo um prato de macarrão, logo na primeira fase (foto acima).

Final Fight 3 chegou ao SNES em 1995, numa tentativa de dar sobrevida à franquia. O game trazia novamente Haggar, agora acompanhado de Lucy, Dean, além do retorno de Guy. O título trazia inovações como super combos, inspirados em “Super Street Fighter II Turbo” e boa qualidade gráfica. Com seis estágios, o jogo contava ainda com uma barra de poder especial, dentre outras firulas para tentar fugir da mesmice dos demais títulos.

 Opinião Gamecoin

Final Fight é um daqueles jogos que fizeram época de moldaram um gênero. Se God of War é a referência para jogos de Hack and Slash e Grand Theft Auto III determinou como seriam os jogos Open World, Final Fight definiu como deveriam os Beat ’em up depois dele, como Capitain Commando, Cadillac and Dinossaurs, The Punisher e até mesmo a série da Sega Streets of Rage. Além dos emuladores de fliperama (Mame e Callus) e de Super Nintendo (ZSNES), ainda é possível curtir o game na compilação Capcom Classics Collection para PS2 e Xbox (original), ou na loja virtual do Wii. Jogue até não aguentar mais!

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