Master System Plug & Play – O console mais legal do universo

Marcelo Jabulas | @mjabulas – Uma das melhores aquisições que fiz, no campo dos games, foi comprar um Master System Plug & Play, numa baixa da Magazine Luíza, no final de 2019, por exatos R$ 49,99. Ele foi a solução para meu drama de não encontrar cartuchos com preços honestos para meu Master System III Compact.

Com 40 games (que podemos dizer que 25 valem a pena) o pequeno console, que se resume a um joystick alimentado por pilhas AA e um cabo A/V, foi um grande negócio. Afinal, só de jogar a trilogia de Alex Kidd: in Miracle World, in Shinobi World, in High Tech World e in Lost Stars, já paga o investimento.

O console ainda conta com Golden Axe, Shinobi, Shadow Dancer, Kenseiden, Black Belt, Thunder Blade, E-Swat, Sonic, dentre outros. São jogos que, cada cartucho, não sairia por menos de R$ 80 no mercado de antigos. E mais, ele também conta com Hang-On, título que vinha na memória da primeira safra do Master System, e que não existe para vender.

Esse aparelhinho fica constantemente ligado à TV, junto do PS4, PS3, X360, do Mega Drive, do Super Top Game (o NES da CCE) e do Super Nintendo. O grande barato é que não é preciso carregar jogo. Também não exige soprar fita e muito menos verificar conexão de rede. Basta virar a chavinha e ver o LED vermelho acender e selecionar o game.

Puristas

Lembro de que quando liguei pela primeira vez, fiquei empolgado e fui comentar com a galera de um grupo de games retrô. O mais interessante foram os comentários dos connoisseur de videogame. Maluco veio criticar que a imersão não seria a mesma, que o aparelhinho era apenas um emulador e não o console e blá, blá, blá.

Aquilo foi engraçado, pois a rapaziada tem levado esse lance de game antigo tão a sério como um colecionador de Bugatti ou de relógios suíços. Como se esse console não exibisse na tela o mesmo jogo que o Master System original, de 1989.

Uma coisa é o aparelho antigo, que é bem legal, o ritual da soprada na fita. Agora, bancar o sommelier de cartucho… Me ajuda aí, campeão!

Imagem

Uma dica para melhorar a qualidade da imagem nas TV de tela plana é reduzir ao máximo a nitidez da saída A/V. Com isso é possível suavizar o visual. Também convém reduzir o nível das cores. O resultado é um tanto opaco, mas não incomoda a visão.

Apenas um

Um ponto negativo é que o aparelhinho só permite um jogador. Mas tudo bem, dá para dividir o brinquedo. Cada uma vida ou fase. Afinal, era assim que se jogava games de um jogador há 30 anos.

Pilhas

Quatro pilhas AA de boa qualidade não são baratas. Mas acredite, o jogo de alcalinas está conectado há um ano nesse Master System e funciona perfeitamente bem. Seu consumo é muito baixo, pois não demanda nenhum tipo de sinal, não tem peças móveis, não gera calor e só tem o diminuto LED vermelho para puxar carga.

Palavra final

A Tectoy vende o Master System há mais de 30 anos. E continuará oferecendo enquanto tiver demanda. Em todos esses anos, ela lançou diferentes versões do console, com direito a uma opção sem fio, nos anos 1990, que era uma gambiarra bizarra.

Hoje conta com uma opção com 123 games e esse Plug & Play que é perfeito. Dá para viajar, levar na mochila. Não depende de tomada e nem se preocupar com cabo. É ligar na TV e deixar a brincadeira fluir.

Meu Master III tá lá, guardado, impecável, aguardando o dia que conseguir descolar fitas como Double Dragon, Phantasy Star, Choplifter e R-Type.

Esse aparelhinho é um grande barato. E barato no sentido literal da palavra. No site da fabricante, ele é oferecido por R$ 99. Vale cada centavo.

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