Review – O dramalhão de Far Cry 4

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Marcelo Iglesias*

A Ubisoft não pode reclamar da vida. Afinal, a distribuidora francesa é dona de duas das franquias mais populares do atual cenário de games: Far Cry e Assassin’s Creed. No entanto, ao contrário da série que narra as desventuras dos membros da Ordem dos Assassinos, que ganha novos episódios aos montes, Far Cry tem seu calendário de lançamentos mais espaçado, intercalado com a série de espionagem Splinter Cell. Bom, mas o que interessa é que Far Cry 4 já está no mercado e marca a estreia na nova geração de consoles. Ou seja, além do PC, o título está disponível para PlayStation 4, PS3, Xbox One e X360.

Com enredo que coloca o jogador na pele de um jovem, filho de um herói da resistência contra um regime ditatorial num pedaço do Tibet, a narrativa beira aos dramalhões mexicanos, com uma pitada do cinema militar dos anos 1980. O jovem, que, quando criança, fugiu com a mãe para os Estados Unidos, retorna ao país após a morte do pai. Lá, ele é sequestrado pelo tirano local, que revela que era apaixonada pela progenitora. O jovem consegue fugir do cárcere e dá continuidade ao trabalho inacabado do pai.

GAMECOIN FAR CRY 4 B

A estrutura básica do game segue os moldes de seus antecessores, com mapas gigantescos apinhados de tesouros, missões secundárias, itens exclusivos, dentre outros atrativos para atrair a atenção e curiosidade do jogador. Da mesma maneira, a jogabilidade se mantém fiel aos seus antecessores, apesar da evolução dos comandos secundários para acesso aos itens de inventário e novo padrão visual dos menus de informações. Mas os comandos tradicionais de movimentos, ataques, dentre outros, são os mesmos de sempre.

Graficamente Far Cry 4 mostra uma sutil evolução nos consoles da velha guarda, comprado a FC3. Por outro lado, no PS4, XOne e PC (rodando na configuração máxima), o motor gráfico Dunia Engine 2 dá um banho em seu antecessor. Sombras, elementos móveis, profundidade dos cenários e nível de detalhamento impressionam.

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Como nas edições anteriores, o jogador divide seu tempo entre sua missão principal e inúmeras outras tarefas secundárias para ajudar a comunidade oprimida. Mas são essas tarefas que dão oportunidade de explorar os cenários, ter contato com os caprichos do game como a variedade de veículos, animais selvagens dentre outros mimos que multiplicam as horas de jogo.

Nada de novo

Por outro lado, quem acompanha a série percebe que a espinha dorsal de Far Cry 4 é basicamente a mesma, mas com novos grafismos e ambientação, pois muito do que se viu nos títulos anteriores foi repaginado para o novo episódio sem uma experiência inovadora. Isso não é exclusividade de Far Cry, mas de toda franquia que se estende por vários episódios.

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(*) Texto publicado  na edição de 14/12/2014 do jornal Hoje em Dia

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