Review Doom Eternal – Rápido, sangrento e impiedoso, como todo FPS deve ser

Doom Eternal, game para PC, PS4 e Xbox One

Marcelo Jabulas | @mjabulas – Já cansei de escrever aqui que, se hoje você joga Call of Duty, Battlefield ou qualquer game de tiro em primeira pessoa, agradeça a Doom. Ele não foi o primeiro FPS do mercado, mas foi a partir dele que a gênero decolou, lá em 1993. E depois de quase 30 anos, a série recebe um novo título: Doom Eternal.

O game chegou no dia 20 de março para PC, PS4 e Xbox One e faz basicamente reescreve a história de Doom II: Hell on Earth. De forma resumida o game narra que as hordas do inferno que tomaram conta da colônia da corporação UAC, em Marte, conseguiram se teletransportar para o planeta Terra.

E mais uma vez, o jogador encarna o protagonista Doomguy, que atualmente é chamado de Doom Slayer, para soar mais agressivo. Ainda em Marte, o herói descobre que a Terra foi dizimada pelas criaturas infernais e se transporta para iniciar sua luta solitária.

O game resgata praticamente todas as criaturas do jogo original, como soldados possuídos, aquele diabos lançadores de bolas de fogo (insuportáveis), assim como o Arachnotron (aquele cérebro com patas de aranha) e o clássico Cacodemon (uma cabeça flutuante que cospe bolas de energia). Mas adiciona novos inimigos como os letárgicos zumbis que parecem ser inexpressivos, mas são capaz de de aniquilar rapidamente.

Doom Eternal segue o mesmo padrão de gameplay de Doom (2016). É um game acelerado. O jogador não encontra esconderijo e ficar parado é certeza de morte. Nesse game, a melhor defesa é o ataque. Mas um ataque cirúrgico, pois impiedosamente o game não te entrega muita munição.

Motor gráfico

O game chega na reta final da atual geração, mas faz a estreia do motor gráfico id Tech 7, que será a ferramenta de desenvolvimento da Bethesda para PS5 e Xbox Series X. Fizemos o teste no PS4 (da primeira leva) e o game não poupou o console, extraindo todo seu poder de processamento, que podia ser percebido com a ventoinha parecendo um radiador de um Dodge Dart.

E mesmo “suando sangue” a versão mais antiga do console japonês entregou belos gráficos, sem atrasos nas renderizações, garantindo ótima fluidez. Mas é claro que não se compara às imagens processadas no PS4 Pro ou Xbox One X, assim como em um PC gamer de ponta.

Centralizado

Assim como foi disponibilizado para o game anterior (via atualização), o novo Doom permite que o jogador centraliza a arma, como nos jogos originais, e não deslocado à direita como jogos de tiro modernos. Esse tipo de visão até facilita a mira nos adversários. Mas depois de tantos anos com as armas deslocadas, como se fosse uma visão real delas empunhadas na mão direita, é um tanto estranho.

Arsenal

E por falar em armas, o game oferece um arsenal farto. O jogador inicia a campanha com uma escopeta (que permite diferentes modificações), assim como uma lâmina no punho, para as “finalizações gloriosas” e também para quando a munição acaba, assim como a clássica serra elétrica. A serra quando usada garante pontos de saúde, armadura e munição. No entanto, depende de combustível para ser utilizada.

O game ainda reserva metralhadora, lança granadas, rifle de plasma, metralhadora rotativa, lança foguetes e claro o canhão BFG 10000, versão atualizada da BFG 9000, que simplesmente varria todos inimigos da tela, nas edições dos anos 1990 e também em Doom 3 (2004). Mas “Doom” só é “Doom” com a escopeta de cano duplo. E ela está lá.

Grotesco

Doom Eternal segue a escola estética da id Software, com monstros gigantescos, cenários ensopados de sangue e vísceras e execuções sádicas, com direito a desmembramentos, atravessar uma lâmina pelo céu da boca do inimigo e outras maneiras bizarras de destruir demônios. E como disse o ex-diretor da id, Tim Willits, em entrevista exclusiva ao Hoje em Dia, em maio do ano passado: “destruir demônios com armas grandes é universalmente divertido em qualquer país.”

Só ouvi verdades!

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