Bloodborne – Os games difíceis estão de volta

GAMECOIN BLOODBOURNE
Marcelo Iglesias*
Quem jogou videogame na década de 1980 sabe o que é sofrer. Naquela época, os games eram dificílimos, com poucas vidas, pontos de energia escassos e excessos de bugs que faziam um jogo curto levar uma eternidade para ser terminado. A razão disso era a lógica dos games, desenvolvidos com base no conceito dos fliperamas que precisavam ser difíceis para ser rentáveis.

Com a consolidação dos consoles caseiros, os jogos ficaram moleza, com vidas infinitas, pontos de salvamento, e até mesmo regeneração de energia. A estratégia consiste em estimular o jogador a zerar o game rápido e partir para um novo título. A monetização passou a trilhar na contramão de outrora.
Basta observar alguns games como Grand Theft Auto V e seus antecessores. No título atual, é possível salvar o progresso no meio da missão, o que torna a vida do jogador mais fácil. As miras têm posicionamento automático, o que torna qualquer míope um franco atirador. Nas edições passadas, essas benesses não existiam e finalizar o game demandava muitos reinícios de missões.
Sem colher de chá
Por outro lado, alguns estúdios estão resgatando a dificuldade dos jogos antigos. A Namco ergueu a bandeira do desafio com games como Dark Souls II: Scholar of the First Sin e Bloodborne, que elevam a dificuldade ao extremo. No caso da reedição de Dark Souls, o risco de morte é constante, qualquer criatura pode ser letal, com a pena de o jogador perder boa parte de seu progresso.
O mesmo acontece em Bloodborne, o que exige que o jogador seja extremamente cauteloso em suas explorações ou na hora de subestimar um oponente de aparência mais frágil. É muito provável que a tendência se torne um nicho voltado para jogadores mais dedicados. Para os casuais, é jogar dinheiro fora.
(*) Texto publicado na edição de 26 de abril do jornal Hoje em Dia
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