Review: Madden NFL 22 estreia na nova geração

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Madden NFL 22

Marcelo Jabulas | @mjabulas – Quem acompanha futebol americano sabe que há uma estratégia de mercado cruel nesse esporte. Ao contrário do futebol com a bola no pé, que tem incontáveis competições de janeiro a dezembro, na National Football League (NFL) são apenas seis meses de competição no ano.

Assim, logo depois da catarse do Super Bowl (em fevereiro), começa um jejum que dura até setembro. E como americano é um sujeito bom de business, todo mês de agosto a EA Sports lança “Madden NFL”, série oficial da competição, que é publicada desde 1988.

Testamos “Madden NFL 22”, que acabou de chegar ao mercado e faz a estreia definitiva da franquia na atual geração de consoles. Assim como em “FIFA”, o game evolui de forma paulatina, com melhorias gráficas, inteligência artificial e nas diferentes modalidades em que se pode jogar. Há partidas rápidas, modo carreira, criar um jogador, jogar o Ultimate Team (que permite construir o time dos sonhos), assim como partidas on-line.

Mudanças no Madden NFL

Depois de um levante exigindo melhoras no modo Franchise (que o modo campanha), o jogo passou por aprimoramentos. Nesse modo, o jogador assume o papel do Head Manager do time. Além de jogar as partidas, é preciso gerenciar o time, definir estratégias, estudar o adversário, atender a imprensa e negociar jogadores.

Madden NFL 22

A EA conseguiu remover bugs e tornou o entendimento desse modo mais prático. Em “Madden 20”, que foi o último que testamos, tinha um elemento irritante, que era a passagem de tempo. Ao invés de pular apenas uma das etapas, como o treinamento tático e fundamentos (nem todo craque gosta de treinar, não é peixe!), o game avançava a semana toda e simulava a partida de acordo com o percentual de desempenho. Ou seja, além do risco de perder o jogo e se complicar na tabela, o jogador perdia o que era mais divertido, que é justamente jogar a partida.

Outra novidade é o Gameday Dynamic, que adiciona fator emocional na equipe. O recurso (exclusivo para PS5 e Xbox Series X/S) simula a pressão da torcida, assim como faz com que falhas e acertos possam alterar o comportamento dos jogadores e da equipe durante a partida.

Madden NFL 22

Esse tipo de recurso já tinha sido aplicado em games como “FIFA”. É quando o jogador está naquele dia inspirado e dá tudo certo. Ou, quando ele está boladão e nada funciona. E o peso da torcida pode amplificar esses sentimentos.

Novelinha

A Electronic Arts adora uma história. Em “Madden 22”, o game adiciona o modo “Face of the Franchise”, que parece com “Break Point” de “F1 2021” e “The Journey”, que estreou em “FIFA 17”. Nesse modo, o jogador cria seu atleta, um formando que aspira ser draftado.

O jogador pode customizar completamente seu atleta, cor da pele, estatura, forma do rosto e penteados. Sua indumentária também pode ser modificada, assim como comprar nova chuteiras, capacetes, e até mesmo o shoulder pad (que é aquela proteção abaixo do uniforme. Mas tudo custa dinheiro do jogo. Créditos que são obtidos com suor ou comprando com dinheiro real na lojinha da EA.

Para cavar uma vaga num dos 32 times da NFL, o calouro precisa cumprir uma longa lista de tarefas, que vão desde a vencer um jogo amador, assim como executar diferentes jogadas, conquistar um número mínimo de jardas num jogo, dentre outras métricas que recheiam qualquer uma das transmissões de domingo, segunda e quinta-feira.

Nesse modo, é possível definir a posição do atleta. A cada partida amadora, o jogador define uma posição de ataque e defesa. Basicamente as posições são de quarterback, wide receiver e running back. Se o amigo jogar de QB, quando estiver defendendo será o safety (o cara do fundão) que precisa bloquear quem conseguiu furar a defesa.

Visual

Madden NFL 22

Graficamente “Madden NFL 22” foi desenhado para PS5 e Xbox Series X/S. Nesses aparelhos, a qualidade visual é espetacular. No entanto, se o amigo for jogar num veterano PS4 ou Xbox One, há uma queda drástica de detalhamento e efeitos de iluminação. Mas são fatores que só são vistos nos vídeos entre as jogadas e nos replays.

Na hora que o “quibe” tá voando, a visibilidade é ótima. O jogador pode acompanhar a partida por diferentes ângulos. Desde a tradicional visão traseira desde as primeiras edições de “Madden NFL”, assim como a visão lateral da televisão.

Nesse modo, só vale a pena quando se joga na defesa, pois é possível ter melhor ângulo da saída de bola. Por outro lado, no ataque, se perde a visão em profundidade e é impossível fazer um lançamento em ponto futuro – quando a bola é lançada num ponto em que um jogador chegará para receber. Assim, convém experimentar as diferentes opções de visão.

O jogo

A jogabilidade de “Madden NFL” segue a mesma lógica das edições anteriores. O jogador precisa decidir sua jogada de ataque (ou defesa) e se manter fiel à posição do atleta que está controlando. Sair da borda do campo para tentar sacar o QB é deixar uma avenida aberta para o wide receiver correr para a End Zone. Então, concentre na sua posição.

Para quem é habitué da série, não há mistérios. Mas para quem é novato e leigo nas regras do esporte, o game te ajuda a entender como funciona a dinâmica de um jogo de futebol americano.

Segurar a bola, com avanço terrestre, para gastar relógio. Assim como fazer o inverso no final da partida, com lançamentos em profundidade, conversões de dois pontos, ou um fake punt, nos mostram que as decisões aparentemente contraditórias (durante uma transmissão) são extremamente necessárias.

Mas para quem nunca jogou, recomendo a buscar uma edição antiga, que custa até 90% mais barato e tem basicamente a mesma lógica. Afinal, a edição atual parte de R$ 300 e vai a até R$ 500 da opção “MVP Edition”. Afinal, para treinar, qualquer bola serve.

Agora é esperar setembro chegar. Go Cowboys, go!


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