A morte dos games em disco

DISCOTICO

Marcelo Iglesias

Os games em disco estão a um passo da morte, pelo menos é o que sugere o site WPDang, que garante que a Microsoft vai lançar uma versão compacta do Xbox One sem leitor Blu-ray. A empresa de Bill Gates não confirma, mas já faz muito tempo que fabricantes de consoles e desenvolvedores de games namoram uma solução definitiva para sepultar as mídias físicas da indústria de games.

Eliminar os jogos em disco corresponderia uma redução absurda de custos de produção, assim como eliminar o comércio de jogos usados (eles odeiam escambos e revendas, pois um game usado vendido encalha um novo na prateleira) e também a pirataria. As redes PlayStation Network e Xbox Live deram rumo ao caminho e boa parte dos conteúdos vendidos são em formato digital.

Hoje é possível acessar praticamente toda biblioteca de jogos via rede. Para o consumidor o ponto positivo é que não é preciso de espaço para guardar os jogos, não há risco de eles danificarem e nem daquele amigo folgadão filar seu game e só devolver via ação de reintegração de posse. Por outro lado, o fim da mídia física também é um golpe duro para quem gosta de colecionar jogos, folhear encartes e não depender de uma conexão rápida para baixar seu game com agilidade e ter a liberdade de vender, doar, quebrar, ou seja, fazer o que quiser com o seu joguinho.

Até agora, Sony, Microsoft e Nintendo não tiveram coragem de colocar no mercado um console de mesa sem leitor de mídia física, sob o risco de afugentar sua clientela para a concorrência. Mas os fabricantes sabem que se trata de um caminho sem volta e que uma hora terá de ser feito. E se a WPDang estiver falando a verdade, a divisão comandada por Phil Spencer será a primeira a dar a cara a tapa. Será?

(*) Texto publicado no Blog Gamecoin, do portal Hoje em Dia

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