Oldies: A genialidade de Maniac Mansion

GAMECOIN MANIAC MANSION

Marcelo Iglesias

A cada geração da indústria de jogos alguns selos escrevem seus nomes na história, sejam eles estúdios ou distribuidores, cada um tem seu grande momento. Atari, Bungie, Capcom, Bethesda, Sega, SNK, Naughty Dog, Taito, EA, Blizzard, Infrogames, Sierra, Delphine, Ubisoft, id Software, 3D Realms e Infinity Ward, são algumas delas. Numerar todas seria uma estupidez, mas não se pode deixar de mencionar com louvor a Lucas Arts. Muito além das produções ambientadas no universo Star Wars, a antiga divisão de jogos de George Lucas (hoje pertence à Disney) apostou no segmento de Adventures, como Indiana Jones in Fate of Atlants, Full Throttle, The Dig, e claro Maniac Mansion.

Maniac Mansion foi a primeira experiência da Lucas Arts entre os Adventures, lançando mão de uma tecnologia recente na computação pessoal, o mouse. Para máquinas sem o periférico, era possível utilizar a setas do teclado. O game foi publicado em 1987 e foi um dos pioneiros no estilo aponte e clique, graças ao dispositivo que permitia posicionar o ponteiro do jogo em qualquer ponto da tela, mas principalmente à linguagem e programação Script Creation Utility for Maniac Mansion, conhecida popularmente como Scumm. Desenvolvido pelo genial Ron Gilbert (The Cave), o título foi lançado para Apple II, PC, Amiga, Commodore 64 e NES. O game atraiu a atenção não apenas da criançada, mas também de adultos pela jogabilidade inovadora e pelos incontáveis quebra-cabeças.

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O game narra a história da queda de um meteoro próximo à propriedade de um cientista. Dentro da rocha espacial estavam dois tentáculos: um verde e um roxo, que foram adotados pela estranha família do doutor Fred. A história começa quando Sandy, a namorada do herói Dave, é sequestrada pela família maluca. Ela será usada como cobaia em um experimento científico macabro. Nesse momento, o jogador precisa escolher três companheiros para a missão de resgate.

O jogador tem sete personagens à disposição, cada um com suas especialidades que precisam ser combinadas com os diversos itens encontrados dentro da mansão. Um surfista, um pianista, um nerd, são alguns dos possíveis eleitos para a empreitada. Basicamente o jogador precisa delegar funções a cada um dos personagens. Eles podem executar tarefas sozinhos ou de maneira cooperativa.

Variações gráficas

Graficamente, cada edição teve um tratamento. O mais bonitinho de todos é a versão para NES, com cenários e personagens desenhados com mais capricho. Por outro lado, a jogabilidade no Nintendinho era comprometida pela falta do mouse, assim com em máquinas que só contavam com o teclado. Para quem se importa com gráficos moderninhos há algumas reedições não oficiais e projetos em andamento espalhados na web como o Night of the Meteor, que tem arte gráfica inspirada em Day of the Tentacle, sequencia de Maniac Mansion, publicada em 1993.

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Os pontos fortes de todos os jogos da Lucas Arts sempre foram o humor, sarcasmo e referências da cultura pop. Maniac Mansion é repleto de referências e inclusive com produções que seriam publicadas no futuro como Zak McKracken and the Alien Mindbenders, lançado no ano seguinte.

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Para quem é fã de jogos antigos e gosta de analisar as soluções para as limitações técnicas da época, Maniac Mansion é uma experiência indispensável. No YouTube há vídeos de speedrunners que zeram o game em menos de 15 minutos. Mas o grande barato desse game é fritar os miolos para chegar aos créditos. E quando terminar troque os personagens e comece tudo outra vez, pois o game tem vários finais diferentes. Encontrar o game não é problema e pode ser localizado em sites de abandonware.

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