Hitman 3 é um mais dos mesmo, com visual caprichado

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Marcelo Jabulas | @mjabulas – Quando vi o anúncio de “Hitman: Codename 47”, fiquei impressionado. A ideia de colocar o jogador na pele de um assassino de aluguel era algo muito interessante para o ano 2000.

A produção da IO Interactive caiu nas graças do público a ponto de a franquia receber diversas continuações e até mesmo uma adaptação para o cinema. Depois de jogar diversos jogos da série, podemos dizer que do primeiro a “Hitman 3”, o que mudou mesmo foi a qualidade gráfica.

O mais recente título da série acaba de chegar ao mercado para PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X/S e Switch. “Hitman 3” é um game com visual caprichado, e já desenhado para a nova geração de consoles.

Gráficos e efeitos realistas, sem contar cenas com grande número de NPC’s, mostram que foi feito um trabalho árduo de desenvolvimento. Mais uma vez o jogo enche os olhos do jogador.

E todo esse capricho eleva a imersão de quem se veste na pele do assassino. Mas nesse caso, só beleza não põe mesa.

Enredo

“Hitman” basicamente não tem enredo. Seu jogador é um assassino que opera para uma agência clandestina. Ele é uma máquina de matar com inigualável capacidade de infiltração, com seu indefectível terno preto e gravata vermelha.

Mas não há uma história consistente. O assassino recebe a demanda e sai para executá-la. Assim, a relação do jogador com a produção se dá pelas descrições dos alvos e pela interação com os cenários.

Sua jogabilidade segue o mesmo padrão de sempre. O jogador pode fazer uso de disfarces e itens do cenário para ajudar a completar seus objetivos. Mas se não quiser, não há problema, sempre há uma forma de finalizar a tarefa.

Livre arbítrio

“Hitman” sempre deu ao jogador o máximo de liberdade para cumprir suas missões. Tal como prega Nicolau Maquiavel: “Os fins justificam os meios”, o jogador pode executar seu alvo de diferentes maneiras.

Há bonificações para execuções mais elaboradas e criativas. Assim como há valorização de um trabalho sem rastros. Mas, se o jogador quiser bancar o Rambo e trilhar um caminho de sangue até seu alvo, ele pode. Afinal, o negócio do assassino é matar. Se for com uma caneta fincada na femural ou um tiro a longa distância, não importa.

E nesse ponto é que se dá a inquietação pelo game. O excesso de liberdade sem punições, apenas restrições de bonificações, torna o game simplista. Ou seja, o jogador é levado a ir pelo caminho mais fácil.

Para se ter uma ideia, um jogador postou no YouTube um vídeo em que gasta apenas oito segundos para executar dois alvos e concluir uma das missões, que se passa em Dubai. Claro, que o jogador já tinha feito a missão anteriormente e tinha conhecimento das posições dos alvos.

Apesar de a IO estimular que o jogador faça a mesma missão várias vezes para buscar novas formas de atingir o objetivo, ainda assim, trata-se de uma experiência superficial. Tudo isso mostra que “Hitman 3”, é o mais do mesmo há 21 anos. O que muda é que ficou mais bonito.

Honestamente, não se trata de um jogo que valha R$ 280. Não é um game ruim, mas não acrescenta nada de novo. Talvez valha a pena jogar “Hitman 2”, com suas missões avulsas, avaliar se vale a pena e aguardar uma baixa de preços.


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