Ghost Recon: Breakpoint – Antes só do que mal acompanhado

Marcelo Jabulas | Redação GameCoin – De todas as franquias da Ubisoft, minha preferida sempre foi Tom Clancy’s Splinter Cell, uma das poucas franquias que finalizei todos episódios. As aventuras silenciosas de Sam Fisher eram extremamente desafiadoras. Mas confesso que me apaixonei por Ghost Recon: Wildlands, que também carrega a assinatura do saudoso novelista norte-americano e que ganhou uma missão em que é preciso dar uma força para o velho Sam Fisher. Breakpoint estreia como sucessor de Wildlands, trazendo evoluções em jogabilidade, um mapa gigantesco e sem o constrangimento político de se passar numa Bolívia dominada pelo tráfico.

Breakpoint se passa num arquipélago fictício no Pacífico Sul, onde funciona uma empresa de tecnologia que convive com nativos tribais. Esse paraíso high-tech é dominado por um grupo militar, comandado pelo tenente-coronel Cole Walker, interpretado pelo ator Jon Bernthal (The Walking Dead e The Punisher). E cabe ao jogador liquidar o bandidão, que no passado salvou sua vida.

Se em Wildlands era possível criar sessões em equipe para cumprir as missões, Breakpoint evolui para a seleção constante de companheiros de combate. Os jogadores podem se encontrar num ambiente comum e juntar forças.

Jogar em equipe é bacana quando você já conhece os jogadores fora do ambiente virtual, onde cada um sabe qual é seu papel na missão. Pois topar com jogadores aleatórios nem sempre é garantia de uma experiência divertida. Muitas vezes não há diálogo e cada um faz o que bem entende e não em equipe. Essa desorganização geralmente leva os jogadores ao fracasso nas missões. Assim, muitas vezes vale a máxima: “antes só, do que mal acompanhado!”

Rolê aleatório

Por outro lado, quem gosta de jogar sozinho não pode mais contar com a equipe de NPC’s (personagens controlados pelo game) que acompanhavam o jogador. E estar sozinho num mapa tão vasto deixa o game um pouco monótono. Um dos grandes baratos de Wildlands eram as conversas dos personagens, durante as viagens de carro ou helicóptero. Eles contavam histórias de missões passadas,  tretas antigas e outros assuntos que não influenciavam no game, mas aumentavam a imersão.

Não colou

O grande problema é que o game chegou muito problemático. O foco nas microtransações se tornou a grande crítica do game, assim como excesso de bugs. Mas, pessoalmente o que mais me incomoda em Breakpoint é sua história fantasiosa, com aquele refúgio de rebeldes numa cratera, que nenhum inimigo consegue enxergar.

Não sei é pelo fato desse ambiente me puxar a lembrança daqueles MMORPG como Cabal Online, com aquele monte de jogadores vagando e busca de escambos, ou própria concepção surreal desse “oásis”. Sei lá. Fato é que Breakpoint é um game menor que Wildlands, que até hoje ainda dá tesão de jogar.

Ele começa bem, mas se torna cansativo após algumas horas. Talvez seja melhor deixá-lo em banho-maria e depois tentar novamente.

Quem sabe?

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