GAMECOIN

Oldies – Relembre as versões clássicas de Strider | Gamecoin

Redação Gamecoin

A Capcom acabou de publicar a nova versão de “Strider”, game de ação que ficou famoso no Mega Drive e em casas de fliperama, na virada dos anos 1980 para 1990. A nova produção, que o leitor conferirá todos os detalhes no Gamecoin, manteve praticamente todos os elementos da versão original, como enredo, estética e até mesmo a movimentação, como os saltos em estrela, do herói Strider Hiryu, um ninja futurista que luta contra um ditadura opressora.

No final dos anos 80, quando a Guerra Fria ainda borbulhava, qualquer tipo de propaganda ideológica era bem vinda. Nesse contexto um game que mostra um guerreiro partindo para a pancadaria contra bandidos caracterizados como soviéticos, com a Catedral de São Basílio ao fundo, caia bem como uma luva. Hoje, o tema é que não tem tanta relevância, mas isso é uma conversa para quando debulharmos a nova produção. E enquanto não terminamos nosso review, confira com eram os games estrelados pelo ninja.

Strider (NES)

Lançado em 1989, junto com a versão japonesa para arcade, esse game não teve muita relevância no Brasil. Na época, poucas locadoras ou lojas tinham o game título para alugar ou vender. Geralmente, as poucas unidades eram na versão japonesa de 60 pinos e muito provavelmente pirata. Bom, detalhes mercadológicos à parte, o que importa é que a versão para Nintendinho é um game complexo e mais cadenciado que a edição para fliperama e Mega Drive.

Nesse jogo o protagonista é convocado para diversas missões contra o tal regime ditatorial, mas ao invés de percorrer linearmente as fases, ele precisa cumprir tarefas em diversas locações, eliminar alvos estratégicos, resgatar reféns, coletar informações para desbloquear as fases e depois de tudo resolvido é preciso voltar para o início estágio, onde fica o ponto de extração.

Com uma excelente trilha sonora (aquele delicioso som de sintetizador monofônico) e gráficos bonitinhos recheados de bugs, no melhor estilo Nintendinho, com direito linhas no alto da tela, elementos presos em paredes, é uma experiência bastante interessante. O mais legal é que o jogador, a cada missão cumprida, recebe um password, o que permite interromper e recomeçar o jogo quando quiser. Vale a pena uma garimpada em procura da ROM do game ou até mesmo pelo cartucho em sites de vendas de usados, caso o amigo tenha um NES ou similar em casa.

Strider -Arcade e Mega Drive

A versão para fliperama destinada ao Ocidente, assim como a do Mega Drive, chegou praticamente junto com a queda do Muro de Berlim (que simbolizou o fim da Guerra Fria) e há menos de dois anos do fim da União Soviética. Tirando de lado as questões geopolíticas, tratava-se de um legítimo game de ação para arcade. O roteiro era o mesmo, mas sem burocracias, análises e coleta de dados. O negócio era partir para a porrada com uma espada de plasma. Seus gráficos eram incríveis e ajudaram a mostrar todo o potencial do Mega Drive, que dava um banho nas demais versões publicadas para outros consoles e computadores domésticos.

Apesar de ser difícil, pois os cenários são salpicados de tiros por todos os lados que drenavam os pontos de vida do herói, a versão é até bem curta com cinco estágios. O problema era conseguir chegar aos chefes de fase com “gordura” para queimar. Além do Mega Drive e fliperama, o game da Capcom também foi publicado para Amiga (foto no topo da página), Atari ST, Commodore 64, Master System, Sharp X68000 e ZX Spectrum. Convém experimentar a versão para arcade, no emulador Mame, assim como a edição para Mega Drive.

Sair da versão mobile