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Review – Jogamos Dying Light 2: Stay Human

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Marcelo Jabulas | @mjabulas – Visões de um futuro apocalíptico sempre permearam o imaginário coletivo. No mundo dos games, as aventuras que emergem do caos são constantes. “Dying Light 2: Stay Human” bebe nessa fonte.

O game chega para dar sequência à produção 2015, que teve ótima recepção devido à excelente narrativa, jogabilidade e refinamento visual. A combinação de combates corporais e parkour criaram um game volumoso, em que a trama não se resume ao chão.

Agora “DL2” amplifica os elementos do game original. A trama se passa 15 anos depois do primeiro game. O vírus que obrigou o isolamento da fictícia cidade de Harran se espalhou pelo mundo. O jogador assume o papel de Aiden, um peregrino.

No mundo devastado, os peregrinos são os indivíduos que atravessam as cidades para levar notícias e encomendas. O jogador é uma espécie de Sam Porter Bridges, de “Death Stranding”, mas sem a tecnologia a seu favor.

Aiden inicia uma jornada de mais de 2 mil quilômetros até a cidade de Villedor. Ele quer encontrar sua irmã Mia. Mas até o final feliz, há muitos zumbis, saltos e telhados a serem vencidos. Isso sem falar do vilão Waltz, que vai se revelando durante a trama.

Infectados

Apesar de Villedor ser uma cidade murada, a grande maioria dos moradores são infectados pelo vírus. Eles dependem da luz ultravioleta, do sol e drogas inibidoras para evitar que se transformem em monstros, que são chamados de mordedores.

Assim, muitos habitantes se transformam e ficam vagando pelas ruas da cidade. Aiden chega sadio, mas logo no acesso por túneis, ele é infectado. Dessa forma, o jogador não pode ficar de bobeira no escuro. A escuridão acelera a infecção.

Essa limitação é um recurso que eleva o desafio do game. Nos túneis, o jogador não pode perder tempo. Consumíveis como barras de luz UV e cogumelos retardam o cronômetro. Até mesmo um casa abandonada, sem iluminação é uma ameaça.

Durante o dia poucos são as criaturas que vagam pelas ruas. E como o game tem passagem dinâmica de tempo, quando anoitece os monstros invadem as ruas. Criaturas como os Chiadores, são capazes de convocar mordedores. Ficar cercado por uma horda é fatal.

Diante desse cenário, o jogador deve saber usar os recursos a seu favor. Os telhados permitem atravessar a cidade de forma mais segura, despistar os monstros facilita o acesso a locais estratégicos. Mas às vezes o jeito é resolver na violência.

Facções de Dying Light 2

Como em toda obra pós-apocalíptica, as criaturas dão trabalho, mas não são os maiores problemas. O game é cheio de facções, como os Pacificadores, que são uma milícia linha dura que se impõe como a polícia local. Há também os renegados.

Contra os humanos, as batalhas são mais complexas. Não basta bater, eles sabem se defender e aproveitar os momentos de baixa energia para revidar. Assim, é preciso saber bloquear para depois golpear. Atrair a atenção dos monstros também facilita o trabalho. Deixe que as criaturas trabalhem para você.

Armas

Se no primeiro “Dying Light”, o jogador podia contar com armas de fogo, além de facas, martelos e porretes, em “DL2”, elas sumiram. Forças militares recolheram as armas, então todo mundo se defende com machados e facões improvisados.

Com o avanço do game é possível modificar as armas para aumentar o poder de dano. No entanto, elas desgastam rápido. Assim, a regra é ter algumas armas no inventário, pois resolver no braço é pouco eficiente.

Parkour

O parkour é um elemento fundamental no game. O jogador é capaz de evoluir sua habilidade acrobática. Saltar e pendurar em paredes é algo corriqueiro, mas que consome energia.

Se a energia esgota, o jogador não consegue se manter pendurado. Dependendo da altura, pode ser até fatal. E para piorar, à noite a imunidade diminui, assim como a resistência. Assim, despencar de um telhado e cair diante de uma horda é fatal.

Missões

Como todo game de mundo aberto, “Dying Light 2” conta com uma infinidade de personagens e missões paralelas. Elas ajudam o jogador a ampliar sua experiência de jogo e a imersão na trama. Além disso, as tarefas extras rendem pontos de experiência que permitem elevar as habilidades do jogador, assim como novos equipamentos.

Palavra final

“Dying Light 2: Stay Human” é um jogo que sequestra o jogador. Rapidamente ele é cooptado pela trama. A evolução do personagem, as missões secundárias, desenrolam um novelo por horas a fio. Para quem busca um game de campanha demorada, “DL2” é perfeito.

Disponível para PC, PS5, PS4, Xbox Series X/S e Xbox One, com preços que variam de R$ 250 a R$ 430, dependendo da plataforma e edição.


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