Os 25 anos de Castlevania: Symphony of the Night

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Castlevania

Marcelo Jabulas | @mjabulas – Franquias com muitos títulos geralmente provocam discussões acaloradas sobre qual é a melhor produção. Assim, listas do melhores games de determinas séries geram embates intermináveis. Mas quando se fala de “Castlevania” não tem muita discussão.

Isso porque “Castlevania: Symphony of the Night” é pedra cantada em qualquer seleção de melhores títulos da franquia japonesa. Quando não é o melhor está entre os três primeiros. Detalhe, o título concorre com outros 35 games da série.

Publicado pela Konami em 20 de março de 1997 para o primeiro PlayStation, o game completa bodas de prata sem ser abalado. Isso porque o game combina os melhores elementos da série. “Castlevania” pode ser considerada como uma série experimentalista. O primeiro título, de 1986, explora elementos de RPG, com diálogos e passagem de tempo. A série também flertou com o gênero Hack & Slash, de “God of War”.

Mas o grande feito da franquia foi colaborar com a definição do gênero Metroidvania, que é a combinação de “Metroid” e “Castlevania”. Isso porque esses games tinham um sistema de progressão que exigia que o jogador combinava acessos com elementos espalhados pelo mapa.

Assim era preciso visitar várias salas diversas vezes até conseguir os artefatos que permitem o acesso. Em “Symphony of the Night” o Metroidvania dita a regra.

Visual de Castlevania

Outra peculiaridade do game é sua estética. Em 1997, os games já migravam do Pixel Art para os gráficos poligonais. O PS1 foi um dos consoles que mais apresentaram jogos com esse novo formato gráfico “Final Fantasy VII”, “Crash Bandcoot”, “Need For Speed III”, “Resident Evil” e até mesmo “Metal Gear Solid”, da própria Konami.

No entanto, “CSN” mantinha o formato original. Um game de plataforma 2D. Seu único elemento tridimensional era o caixão do ponto de salvamento. Ele tinha uma animação sempre que o jogador iria gravar seu progresso. O resto era Pixel Art.

E mesmo com um estilo visual, que na época era considerado defasado, o game é lindo até hoje. Aliás, os games em Pixel Art não envelhecem tão rápido quanto os primeiros títulos vetorizados. É só comparar “Super Mario World” com “Super Mario 64” e ver qual é o mais simpático.

Enredo

Nesse game, o jogador deixa os herdeiros do clã Belmont de lado para assumir o papel de Alucard, o filho de Drácula com uma humana. O filho pródigo entra na trama para lutar contra o próprio pai e destruir de vez seu nefasto castelo, que pode trocar de localização.

Com um mapa gigantesco, finalizar esse game exige dezenas de horas de jogo. Pelo caminho, o jogador consegue melhorar os poderes e armas de Alucard. Como em todo game de estilo Metroidvania, a conquista de novos elementos permite acesso a novos pontos do mapa. No entanto, para que os caminhos sejam abertos, ir e voltar em diversas salas faz parte da rotina do jogador.

Palavra final

“Castlevania Symphony of the Night” é um dos games mais legais já produzidos. Bem desenhado, com ótima jogabilidade, supera até os modernos episódios da série “Lords of Shadow”.

O game tem edição para PS4, por R$ 83,50.

 


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