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Jogamos o frenético e independente B.I.O.T.A.

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Marcelo Jabulas | @mjabulas – Games independentes são um grande barato. Geralmente, basta um pequeno orçamento, uma ideia na cabeça e um teclado nas mãos. E “B.I.O.T.A.” define muito bem essa ideia de criatividade livre de amarras.

Criado pelo desenvolvedor italiano, que atende por Small Bros, e distribuído pela Retrovibe, trata-se de uma deliciosa aventura futurista. O game coloca o jogador no comando de um esquadrão que precisa conter uma epidemia mutante em um asteroide.

Na pedra espacial foi encontrado um mineral valioso. No entanto, tinha uma forma de vida alienígena que provoca mutações nos seres vivos.

O nome do game já dá uma ideia da trama, afinal, biota significa um conjunto de seres vivos de um determinado ambiente. E o jogador terá que encarar as criaturas do corpo celeste.

A história lembra um pouco o roteiro de “Aliens: O Resgate”. E não pense que isso é ruim. Muito pelo contrário é ótimo. Afinal, o segundo longa-metragem da franquia é uma obra de arte quando se fala de filme de ficção científica.

O game

“B.I.O.T.A.” é um game de plataforma em estilo metroidvania. ou seja, o jogador precisa ir abrindo as telas de acordo com a combinação de elementos encontrados pelo caminho. Ir e vir por determinado cenário faz parte da lógica desse tipo de game.

A jogabilidade é simples. Correr, pular, escalar e atirar. O game oferece oito personagens, que vão sendo apresentados durante a trama.

Cada um tem um tipo de arma e um recurso especial. Eles podem ser granadas, escudos e demais quinquilharias que ajudam o jogador a vencer os desafios.

O game segue uma lógica que lembra a série “Mega Man”, em que o jogador deve usar a arma certa no inimigo certo. Usar o recurso certo no local certo é fundamental.

E se o jogador chegou até um ponto do labirinto e percebeu que outro herói seria o ideal, basta ativar o teletransporte e escolher outro lutador.

Como todo game retrô, o nível de desafio e dificuldade elevada consome vidas rapidamente. Esse game tem tudo isso, mas permite salvamento em qualquer momento, o que facilita na hora de retomar a campanha.

Gráficos de B.I.O.T.A.

“B.I.O.T.A.” é um game de visual simples, mas não simplista. Os cenários, criaturas e efeitos de fundo são desenhados pixel por pixel, com diferentes contrastes que dão efeito de textura e profundidade nos cenários.

O game tem uma paleta de quatro cores. O jogador pode escolher diferentes tonalidades de acordo com seu gosto pessoal.

Na imagem, que ilustra esse texto, há uma tonalidade que simula os monitores CGA. Afinal, quando se pensa em game retrô com estilo 8 bits, nada como voltar no tempo e matar a saudade daqueles velhos monitores de tubo.

Não se pode deixar de falar da trilha sonora. O game tem uma batida eletrônica constante. Lembra um pouco “Hotline Miami”, o que é muito legal. O som deixa o jogador animado e toda ação é conduzida pela cadência da música.

Palavra final

“B.I.O.T.A.” é um daqueles jogos que pode ser desprezado pelos incautos. Por ser simples, quase monocromático, pode passar despercebido. No entanto, trata-se de um game fantástico, muito bem estruturado.

E como disse Leonard Thiessen: “A simplicidade é o último grau de sofisticação”. Disponível para PC, na Steam (R$ 19) e no GoG.


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