GTA 3 – 20 anos de bandidagem

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GTA 3

Marcelo Jabulas | @mjabulas – Nesta sexta-feira (22), “Grand Theft Auto III”, ou apenas “GTA 3″, completa 20 anos de seu lançamento. O game está longe de ser a produção mais popular da franquia, mas é sem dúvida o título mais importante da série. E não é exagero afirmar que é um dos games mais importantes da história. Sem ele, “GTA V” não teria feito o seu primeiro bilhão de dólares.

Isso porque “GTA 3” foi responsável pela consolidação do formato de game de Mundo Aberto em terceira pessoa. Depois dele, o formato explodiu e surgiram dezenas de títulos semelhantes, como “Red Dead Redemption”, “Fallout 3”, “The Elder Scrolls: Oblivion”, “Scarface”, “The Godfather”, “Mafia” e os demais episódios da franquia.

A primeira edição foi publicada para PS2. Em 2002 ganhou edições para PC e depois para o Xbox (original). Um fato curioso é que, mesmo chegando no final do ano, o game foi o título mais vendido de 2001. No total, acumulou mais de 14 milhões de cópias, mesmo com incontáveis críticas ao excesso de violência.

Enredo de GTA 3

“Grand Theft Auto 3” coloca o jogador na pele de Claude. Um condenado que, por ironia do destino, estava no mesmo camburão de um figurão que é libertado por sua gangue. De volta às ruas, o jogador precisa se recolocar no mundo do crime.

Claude é um cara sem falas. Os demais NPCs falam pelos cotovelos, com monólogos ácidos e politicamente incorretos. Mas o protagonista é calado. Trata-se de um recurso técnico para reduzir o tamanho final do jogo. Afinal, ele foi produzido para caber em um DVD do PS2. Ou seja, menos de 4,5GB.

GTA 3

Além disso, o game conta com uma trilha sonora gigantesca. Na verdade uma playlist distribuída em várias rádios. São músicas reais. Todo esse conteúdo sonoro ocupa grande parte do jogo. Curiosamente, o game sem as músicas não demanda mais que 600 MB no disco rígido.

Dessa forma, o jogador ascende no mundo do crime de Liberty City, uma caricatura de Nova York. A cada serviço completo, ele é direcionado para outro e apresentado a outros gangsters e vagabundos locais.

Gameplay

Jogar “GTA 3” é moleza, mas atualmente pode parecer um pouco mais difícil que há 20 anos. Isso porque os comandos não têm a precisão dos games de hoje. Naquela época era o máximo. Mas para os dedos acostumados com joysticks sensíveis como os atuais, pode demorar um pouco para pegar o jeito. No mouse e teclado, é moleza

No game, o jogador deve cumprir com as tarefas que lhe são oferecidas. Conduzir prostitutas, praticar roubos, sabotar veículos, eliminar gangues são alguns dos afazeres. O mapa vai se abrindo de forma gradual. No início da campanha a ponte que liga a porção continental da ilha de Liberty City está interditada.

Foi nela que rolou a operação de resgate do bandidão e acabou detonando com a estrutura. Mas depois de algumas missões atendendo mafiosos e gangues locais, o jogador foge de barco para uma das ilhas, que é uma representação de Manhattan.

No game, o jogador pilota barcos, dirige carros e caminhões. Tem até avião, mas é um tanto quanto impossível de controlá-lo. Afinal, quem nasceu para Claude não chega a Trevor. Já a lista de armas também é gradativa: pistola, Uzi, escopeta, fuzil, rifle de precisão, bazuca…

GTA 3

O jogador pode comprar colete à prova de balas, munição e armas na boa e velha Ammu-Nation. Granadas e coquetéis-molotov também podem ser adquiridos.

Carros

O game tem um monte de carros legais, inspirados em automóveis reais, como Dodge Viper, BMW Série 5, Chrysler 300M, Chevrolet Camaro, dentre outros. O jogador pode guardar carros em suas garagens. Mas no começo é apenas um muquifo, que cabe uma unica barca.

Estrelas

As estrelas das edições anteriores de “GTA” estão lá. Quanto maior o número, maior será o efetivo policial em seu encalço. O jogador pode encontrar estrelas no mapa. Elas anulam a busca. Se o amigo chega a cinco estrelas, a Guarda Nacional vai persegui-lo com um tanque de guerra.

Gráficos

Dizer que “Grand Theft Auto III” é um primor de design é uma mentira deslavada. O game tem gráficos cortados a machado. Mas quando se volta ao ano 2001, tratava-se de algo surpreendente. O game é totalmente vetorizado e com aplicação de texturas.

Para a época era algo incrível, ainda mais num título tão grande como “GTA 3”. Afinal, se pode girar a câmera em 360 graus, afastar e aproximar do protagonista. Tudo isso sem contar com a cidade viva ao redor de Claude.

GTA 3

Sim, o game já contava com uma vida própria. Carros nas ruas, pedestres, pessoas brigando, atropelamentos, colisões. Para o início do milênio era a expressão máxima do futuro.

Quando se está guiando, é possível mudar os ângulos de câmera. Além da visão em terceira pessoa, é possível visualizar do alto, como nos primeiro e segundo títulos. Há ainda uma câmera cinematográfica, que posiciona a visão em ângulos fixos. É uma porcaria para controlar o carro, mas tem uma estética fantástica.

O ponto alto do game são as cutscenes cinematográficas. São cenas com diferentes cortes, closes e ângulos de câmera, que fazem do game um filme.

Trilogia

A Rockstar lançará em 11 de novembro “Grand Theft Auto: The Trilogy – The Definitive Edition”, que inclui “GTA 3”, “Vice City” e “San Andreas”. Nesse compilado com edições para PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X/S e Switch, os produtores deram uma guaribada nos gráficos. Eles não terão a qualidade dos episódios IV e V, mas ficaram bem mais bacanas. O problema é que custa R$ 300.

Palavra final

“Grand Theft Auto III” é um game que deve ser jogado em algum momento da vida. Ele conta com versões para consoles das sétima e oitava gerações. E agora chegará mais uma edição. É um game que além de seu tempo e que abriu literalmente um mundo aberto para novas aventuras que vieram a seguir. Tem que jogar!


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