Cyberpunk 2077: jogamos no PS5 e adoramos

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Corrigido, Cyberpunk 2077 é um game espetacular e comprova que nada feito às pressas pode dar certo

Cyberpunk 2077
Correções nas edições de PS5, Xbox Series e PC revelaram todo potencial do jogo

Marcelo Jabulas | @mjabulas – Em qualquer ramo de atividade, sempre há o risco de um projeto fazer sucesso (ou dar muito errado). Em 2020, pressionada pelo mercado e no afã de acompanhar as estreias de PS5 e Xbox Series X/S, a CD Projekt Red acelerou a finalização de Cyberpunk 2077.

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O estúdio que tinha se consagrado com The Witcher 3 estava deixando sua base de fãs em parafusos, e o confinamento da pandemia do Covid-19 acentuou os ânimos. Ameaças em redes sociais, pressões internas e do mercado fizeram com que o título fosse publicado em 10 de dezembro de 2020.

Logo ocorreu uma corrida para compra do jogo. Mas com a mesma intensidade da expectativa veio a frustração da realidade. Quase um meme. O jogo chegou abarrotado de defeitos, principalmente nas edições da geração passada (PS4 e Xbox One). 

O problemas foram tantos que a Sony tirou o jogo de catálogo na PSN. A produtora iniciou um processo de estorno. E varejistas que encomendaram caixas e caixas do tão aguardado game viram seus estoques encalhar. Eu mesmo comprei um exemplar de colecionador para PS4, por míseros R$ 60, enquanto a versão convencional foi lançada por R$ 250.

Cyberpunk 2077
Ambientação conta com elementos de franquias como Blade Runner

No fundo do poço, a CD Projekt Red só tinha um caminho, subir de volta. Ela então iniciou um processo de correção do game, com vários patchs de atualização. No PC, PS5 e Xbox Series X/S, ela conseguiu sanar todos os problemas, diferentemente das edições de PS4 e Xbox One.

Cyberpunk 2077 no PS5

Assim, resolvemos jogar novamente Cyberpunk 2077, no PS5. A experiência foi ótima. O jogo rodou liso, sem bugs ou travamentos. Realmente conseguiram salvar a edição para atual geração, o que deixou claro que o jogo nem deveria ter sido publicado para PS4 e Xbox One.

Cyberpunk 2077 coloca o jogador num futuro distópico. Nesse universos, seres humanos instalam implantes robóticos por todo o corpo. Braços, mãos, olhos e podem até deixar parte das peças expostas em fissuras na pele.

CYBERPUNK 2077 GAMEPLAY
Visão em primeira pessoa rouba um pouco do refinamento na customização do personagem, mas aumenta o dinamismo nas cenas de ação

Pode parecer bizarro, mas se há 50 anos disséssemos que os humanos usariam tatuagens, piercings e alargadores de orelha, seríamos chamados de lunáticos. Mas voltemos ao jogo.

Na trama, o jogador pode construir seu personagem da forma que quiser. Há incontáveis opções de biotipos, pele, cabelos, olhos, queixo e até mesmo formato de seus “documentos”. 

O jogador surge como um entregador. Uma categoria de viajantes que não são muito bem vistos nas cidades. Ele precisa fazer uma entrega em Night City, que é a principal cidade da região.

Visual e referências

Com visual que lembra Blade Runner, o jogador não demora a submergir na história. Em Night City, é preciso buscar trabalhos, driblar as autoridades e encarar a bandidagem local.

Jogo AAA triple A
Cyberpunk 2077 foi um case de fracasso milionário por ter sido publicado antes da hora, mas depois de corrigido se revelou um excelente jogo

Trata-se de um jogo espetacular, mas que foi rotulado graças à pressa de sua publicação. Ainda não recomendo jogar no PS4, pois há muitas falhas, mas no PC, PS5 ou Xbox Series X/S é um prato cheio. A edição para console da Sony está com preço promocional de R$ 125, vale a pena conferir.


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