Assinatura de games é locadora da era digital?

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ASSINATURA

Marcelo Jabulas | @mjabulas – Na virada dos anos 1980, quando os consoles 8 bits chegaram com força total no mercado brasileiro, surgiu um nicho de mercado que fez sucesso por muitos anos: a locadora de jogos. E a popularidade das locadoras se dava por alguns fatores bem distintos, como a falta de cartuchos (que geralmente eram importados) e o preço elevado. Assim, locar um game no final de semana era infinitamente mais barato do que pagar por ele.

Hoje, o cenário é outro. Não há mais locadoras e nem fitas que a gente precise soprar antes de encaixar no aparelho. No entanto, o que nunca muda são os preços dos jogos. Um lançamento não sai por menos de R$ 250 e edições de luxo já superam os R$ 600.

Mas, desde a geração PS3, Xbox 360 e Wii, os consoles passaram a contar com unidades de armazenamento interno assim como conexão à internet. Isso permitiu que Sony, Microsoft e Nintendo colocassem na rede suas lojas de games digitais e os primeiros serviços de assinatura, que premiavam o jogador com alguns conteúdos gratuitos, descontos e acesso a jogatinas online.

Ainda sim era (e ainda é) preciso continuar comprando games. E todo mundo (inclusive os executivos do setor) sabe que a grande maioria dos jogadores são jovens e muitos deles não têm renda própria para sustentar o consumo de jogos. E eis que surgem os serviços de assinaturas. Trata-se de um formato tipo do Netflix, mas para games, e que barateou substancialmente o custo de jogar.

Publishers

As grandes distribuidoras também entraram na onda. Elas sabem que não basta vender, mas é preciso manter uma rede de jogadores ativos. A Electronic Arts foi pioneira com o EA Access e recentemente com o EA Play. A vantagem desse serviço é que, além dos tradicionais descontos, o jogador também conta com acesso ao acervo do publisher.

ASSINATURA

O serviço ainda permite “degustação” de lançamentos e outros benefícios. A assinatura mensal sai por R$ 20, enquanto o pacote anual sai por R$ 110. Ou seja, valores que além de factíveis desestimulam a pirataria e o mercado de usados (que os estúdios odeiam).

Outro distribuidor que entrou na onda da assinatura é a francesa Ubisoft. Assim como a EA, a Ubi já tinha sua loja própria e agora passa oferecer serviço de assinatura por R$ 50 mensais. Apesar de mais caro, o Ubisoft+ permite acesso a futuros lançamentos e publicações recentes, assim como títulos antigos.

Xbox Game Pass

A Microsoft tem buscado a hegemonia no mercado de games. No entanto, sabe quem não será fácil desbancar a liderança da Sony, que historicamente sempre vendeu mais aparelhos PlayStation que as “caixas” de Bill Gates.

E como a divisão Xbox sentiu na pele o peso da pirataria na geração Xbox 360, ela percebeu que para atrair o consumidor não basta um bom hardware. É preciso oferecer games de forma acessível. Afinal, grande parte dos jogadores não podem se dar ao luxo de pagar valores exorbitantes por um jogo e no mês seguinte comprar um novo.

Assim, o Xbox Game Pass surge como o nirvana para os gamers. O serviço que oferece diferentes modalidades, que partem de R$ 30 mensais. Um valor factível até mesmo para a molecada que depende do dinheiro dos pais e de pais que viram sua renda encolher recentemente.

O serviço se casa bem com o novo Xbox Series S, versão de entrada da nova geração de consoles, com preço abaixo dos R$ 3 mil e que só aceita jogos em formato digital (sem disco). Com acesso a mais de 100 títulos e lançamentos da Microsoft Studios, é uma forma de manter a biblioteca dos pimpolhos em dia, sem gastar tubos de dinheiro.

Para os marmanjos também é uma boa opção, pois o preço de um console é caro e ter um acesso barato permite horas de diversão sem pesar no bolso. Há ainda opções com EA Play incluso (R$ 45) e até uma assinatura exclusiva para PC

No PC

E por falar em computadores, a turma do teclado ainda conta com outras opções que podem render acesso a games de forma ainda mais barata. A Amazon oferece o Amazon Prime Gaming, que é incluso a plataforma de streaming e também ao serviço de entregas. Por R$ 10, o gamer pode comprar jogos e ter acesso a conteúdos gratuitos.

Já a Epic Store, loja da Epic Games, também oferece games a baixo custo, e até mesmo títulos gratuitos. Semanalmente ela disponibiliza um jogo de graça. Claro que não são lançamentos. A maioria são independentes e antigos, mas ela já distribuiu medalhões como “Grand Theft Auto V”, que inclusive derrubou os servidores.

E se não bastasse, ainda há o velho e bom Steam. Serviço pioneiro na venda e games para computadores, que tem como base preços muito agressivos, que ajudou a desidratar a piratria de jogos.

Dá pra jogar!


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