Super Nintendo Classic Collection, será que vale a pena?

Marcelo “Jabulas” Iglesias | Redação GameCoin – O anúncio do Super Nintendo Classic Edition foi um dos assuntos mais discutidos da semana. Afinal, desde o ano passado, quando a Nintendo colocou no mercado, de forma relâmpago, o NES Classic Edition logo surgiram as especulações sobre um possível retorno do console 16 bits da Big N. O assunto ganhou força há alguns meses quando declarações de dentro da empresa vazaram na internet, até o anúncio oficial.

A reedição do SNES seguirá os mesmos moldes do foi feito com o Nintendinho. O aparelho ganhará corpo miniaturizado, com saída HDMI e portas USB para conectar os dois joysticks que acompanham o aparelho. Na memória virão 21 jogos:

– Contra 3: The Alien Wars (Konami)
– Donkey Kong Country (Nintendo)
– EarthBound (Nintendo)
– Final Fantasy 3 (Square Co.)
– F-ZERO (Nintendo)
– Kirby Super Star (Nintendo)
– Kirby’s Dream Course (Nintendo)
– The Legend of Zelda: A Link to the Past (Nintendo)
– Mega Man X (Capcom)
– Secret of Mana (Square Co.)
– Star Fox (Nintendo)
– Star Fox 2 (Nintendo)
– Street Fighter 2 Turbo: Hyper Fighting (Capcom)
– Super Castlevania 4 (Konami)
– Super Ghouls ’n Ghosts (Capcom)
– Super Mario Kart (Nintendo)
– Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars (Nintendo)
– Super Mario World (Nintendo)
– Super Metroid (Nintendo)
– Super Punch-Out!! (Nintendo)
– Yoshi’s Island (Nintendo)

É uma bela lista e que garantirá muitas horas de jogo a quem conseguir garantir um exemplar. Ainda mais que o console será a única opção de jogar Star Fox 2, game inédito que finalmente saiu do papel 22 anos depois de seu anúncio.

O portfólio tem dividido opiniões, pois há games que não fazem falta como os da série Kirby e faltam outros que são consideráveis indispensáveis como Super Mario All Stars, Top Gear, Final Fight, Super R-Type, The Legend of the Mystical Ninja, Chrono Trigger, Super Bomberman, Super Star Wars, além do clássico International Super Star Soccer, que tem sido uma das ausências mais comentadas pelo fãs brasileiros, que gostariam de rever os dias de glória de Allejo.

Claro que a lista de títulos privilegiou as produções da casa, e games exclusivos como Super Castlevania 4 e que a inclusão de games de outros estúdios demandaria novas licenças, burocracias e questões até técnicas que poderiam encarecer e até mesmo inviabilizar o lançamento do aparelhinho no mercado.

Se a lista pode ser um fator de desânimo, ainda há grandes chances de o SNES Classic Edition aparecer por aqui com valores absurdos. Há um receio geral de que a Nintendo disponibilizará um lote pequeno de aparelhos, como fez com o NES, e que inflacionou o preço do aparelho na praça. Para se ter uma ideia, o NES Classic Edition foi lançado ao preço de US$ 60 (algo em torno de R$ 200).

Super Nintendo ostentação

Por aqui, onde a Nintendo não tem representação oficial, varejistas on-line passaram a vender o console por cerca de R$ 800, na época. Hoje empresas como o Submarino e Shoptime ofertam as poucas unidades no aparelho entre R$ 2.400 e R$ 2.600, naquele de modelo em que elas apenas revendem de outro estabelecimento. Ou seja, mais de 10 vezes sobre o valor original. O Walmart também terceiriza o aparelho de outro vendedor por valores que variam de R$ 1.090 a R$ 1.300.

Com o Super NES Classic a expectativa é a mesma, afinal o console foi uma febre no mercado brasileiro pois foi o primeiro a levar Street Fighter II para dentro das casas, o que faz dele um grande sucesso e até é um dos consoles mais cultuados. Basta ver a procura pelo SNES em sites com Mercado Livre, OLX e grupos de compra e venda no Facebook. Nos Estados Unidos, ele será oferecido por US 80, que em reais seria algo em torno de R$ 265. Daí se seguirmos a lógica do varejo, não é de espantar que o aparelhinho atinja cifras próximas dos R$ 3 mil. E você que um dia reclamou do PS4 de R$ 4 mil!

E aí é que vem a questão: Vale a pena gastar esse preço absurdo por um console retrô? Ainda mais num cenário em que é possível baixar toda a biblioteca do SNES na web e rodá-los num desktop ou notebook, via emulador?

E para quem busca uma experiência mais próxima da realidade é possível comprar um joystick tal como o do Super Nintendo com porta USB para rodar no PC? E aqueles consoles criados a partir de miniPC Hapsby, como o Infanto, que cabem na palma da mão, dotados de porta HDMI, slot para SD Card, portas USB e até Bluetooth para conectar com joystick no padrão Dualshock 3?

Isso tudo sem falar na possibilidade de garimpar um console original no mercado de usados.

Dessa forma, o que não faltam são opções para quem busca jogar NES e Super Nintendo, sem ter que gastar uma grana absurda por pelas edições miudinhas. Mas que são uma gracinha, não há negar!

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