Review: Tekken 7 jogamos dois anos depois dos japas!

 

Marcelo “Jabulas” Iglesias | Redação GameCoin – O amigo sabia que as bitolas dos trens têm a largura das ancas de dois cavalos que puxavam uma biga romana? Pois saiba também que a medida foi crucial para a abertura de estradas na época do Império romano e depois tornou-se padrão no modal ferroviário. E o que isso tem a ver com games? Apenas o fato de um padrão ser determinado como definitivo, e de a série de luta Tekken remontar a um estilo de jogabilidade de mais de 30 anos.

Tekken 7 acaba de chegar ao mercado ocidental para PS4 e Xbox One, dois anos após seu lançamento no Japão, num momento em que Injustice 2 tem feito a cabeça da galera que curte jogos de luta e Marvel vs Capcom: Infinite se prepara para estrear. O novo episódio da série da Bandai Namco retorna com seus principais personagens, excelentes gráficos e padrão de jogabilidade 3D só visto em séries realistas como Fight Night e EA Sports UFC, em que o jogador consegue se movimentar em 360° no ringue.

Esse modelo de movimentação foi criticado em games como Street Fighter FX e Virtua Fighter. Mas sempre funcionou bem em Tekken, mesmo que a turma habituè de Street Fighter, King of Fighters e Mortal Kombat prefira o padrão 2D, bem chapado, em que só se move para frente, para traz e saltos, sem movimentos em profundidade.

Essa maior liberdade de movimento implica dedicação maior para se esquivar e aplicar os golpes corretamente, mas também aumenta a graça do game. Vale mais ser rápido na distribuição de socos e pontapés do que enfeitar nos combos e especiais.

O game conta com modos de performance como o Rage Art e Power Crush, que aumentam os danos de ataques sequenciais em situações extremas.

Graficamente, Tekken 7 é impecável. Com um nível de detalhamento muito rico e com cenários que absorvem os golpes. Pisos despedaçados fazem parte da cenografia. O game também é repleto de vídeos que tentam justificar porque um bando de caras abrutalhados, ursos pardos, pandas e até mesmo Akuma de Street Fighter se digladiam.

Roteiro de filme B

Criar uma história para justificar um bando de lutadores num mesmo ambiente passou a ser uma necessidade nos últimos anos. Na época dos fliperamas, praticamente não havia enredo e tudo se resumia a uma espécie de torneio. Hoje os games de luta são pensados para consoles caseiros e como todos os demais jogos de videogame, é preciso criar uma história envolvente. Até FIFA tem uma novela. Quem não se lembra de Alex Hunter?

Tekken 7 tem modo história no menu de opções. O pano de fundo é o imbróglio entre Heihachi Mishima e a G Corporation de Kazuya Mishima. O game começa com a luta em que o jogador assume o papel de Kazuya, ainda garoto, contra o Heihachi, e termina sendo arremessado de um penhasco. Daí para frente a história insere vários conflitos entre personagens, fazendo a costura da trama.

No entanto, quem não tiver paciência para atravessar a novelinha, que não é difícil (basta aplicar os golpes determinados no canto da tela para liquidar o oponente), não tem problema. Não se trata de um modo carreira como nos games de MMA e boxe da EA Sports, em que o jogador escreve a trajetória do personagem.

O grande barato de Tekken 7 e qualquer outro jogo de luta está nas pancadarias entre dois jogadores – presencial ou em lutas em rede. Legal mesmo é juntar a turma e fazer aquela rodinha de jogo.

Mini ficha GameCoin:
Tekken 7

Estilo: Hack and Slash
Estúdio: Bandai Namco Studios
Distribuidora: Bandai Namco Entertainment
Modo On-line: Sim
Idioma: Áudio, legendas e menus em português
Disponível: PS4, PC, XONE
Preço: R$ 160 a R$ 330

E quanto vale o show? 3 moedinhas (bom)
Enredo:
1
Gráficos: 4
Jogabilidade: 3
Desafio: 4
Custo/Benefício: 3

Tabela GameCoin de classificação
5 moedinhas:
Excelente
4 moedinhas: Muito bom
3 moedinhas: Bom
2 moedinhas: Ruim
1 moedinha: Péssimo

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