Review – Full Throttle: Como é bom zerar outra vez!

Marcelo “Jabulas” Iglesias – Em 1995, eu não imaginava que um dia seria jornalista e muito menos que escreveria sobre games. Naquela época só queria rodar todos os jogos no 586 com kit multimídia Creative Labs que quase levou minha mãe à bancarrota. Entre a imensa lista estava Full Throttle, título da LucasArts construído com o engenhoso motor gráfico SCUMM, que permitiu a concepção dos incontáveis adventures do estúdio de George Lucas, que naquela época eram considerados jogos de gente grande.

Depois de 22 anos Full Throttle voltou a cena (PC, PS4 e Xbox One), mas com gráficos em alta definição alguns facilitadores de comandos, mas sem mudar um byte sequer em sua história, jogabilidade e estética. Com seu estilo aponte e clique, que ajudou a popularizar o mouse, no final dos anos 1980, o game coloca o jogador na pele do motoqueiro Ben, líder da gangue Polecats, que foi se meteu numa enorme enrascada e precisa livrar sua cara e de seus companheiros de estrada.

Na ponta da seta

Para quem nunca jogou um adventure, trata-se de um estilo de game em que o jogador precisa interagir com elementos do cenário e travar longos diálogos com os demais personagens. A reunião de informações e combinação de elementos são fundamentais para desvendar as charadas e dar sequência na trama.

Full Throttle tem uma estética espetacular, com traços cartunescos como em outras produções da LucasArts como Sam & Max e Day of the Tentacle, o que mudou é que as imagens serrilhadas do game de 1995, deram lugar a um visual polido em alta definição. A evolução visual contribuiu para melhor visualização de elementos como chaves de roda, mangueiras, e até mesmo coelhinhos de pelúcia, que antes se camuflavam no restante do cenário.

Além disso, as versões para consoles contam com um facilitador. O jogador por usar um dos direcionais para localizar os pontos “clicáveis”, o que agiliza a trama. Já na edição para computadores, basta pressionar o botão “shift” que os mesmos pontos se destacam. Além disso quem quiser ver como era o game em 1995 (foto acima), é possível fazer a transição dos gráficos com um aperto de botão tanto nas versões para consoles como nos computadores.

Roteiro de cinema

Com legendas em português a condução da trama segue de forma contínua, pois há muitas gírias e termos que davam nó na cabeça dos jogadores e exigiam folheadas intermináveis no Amadeu Marques. A narrativa de Full Throttle é viciante e a fluidez do game praticamente coloca o jogador num filme em que só se para de jogar quando chega aos créditos.

A trilha sonora é fascinante com muito hard rock. Trata-se de uma produção imprescindível para todos os perfis de gamers, seja hardcore ou casual. Na primeira vez, foram 12 horas ininterruptas, agora foram cinco horas de jogo em três dias, mas com a mesma intensidade e tesão como se fosse a primeira vez!

Mini ficha GameCoin:
Full Throttle Remastered

Estilo: Adventure
Estúdio:  LucasArts, Double Fine Productions
Distribuidora:  LucasArts, Double Fine Productions
Modo On-line: Não
Idioma: Áudio em inglês, legendas e menus em português
Disponível: PS4, PC, XONE
Preço: R$ 46

E quanto vale o show? 5 moedinhas (Excelente)
Enredo:
 5
Gráficos: 4
Jogabilidade: 4
Desafio: 4
Custo/Benefício: 5

Tabela GameCoin de classificação
5 moedinhas:
Excelente
4 moedinhas: Muito bom
3 moedinhas: Bom
2 moedinhas: Ruim

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