Predator – Pré-venda e a trajetória do alienígena nos games

Marcelo Jabulas – A Sony anunciou a pré-venda de Predator: Hunting Grounds, game produzido pelo estúdio illfonic e distribuído pela própria Sony. O título que resgata o alienígena dreadlock que surgiu em 1987 no longa-metragem O Predador, estrelado por Arnold Schwarzenegger, tem preço sugerido de R$ 160, mas quem adquirir o game na pré-venda terá desconto de 20%, o que derruba o preço para R$ 128.

O game coloca os jogadores numa aventura multiplayer assimétrico semelhante a Evolve, Friday the 13th the Game e Dead by Daylight. Ou seja, trata-se de um game em que um jogador deve confrontar um grupo de jogadores. É mais ou menos assim: em Sexta-Feira 13 um jogador assumia a doentia mente de Jason Voorhess, o demais eram as vítimas que deveriam fugir dele. Em Evolve um jogador era o monstro e os demais deveriam liquidá-lo.

Em Predator: Hunting Grounds um dos jogadores assume o papel do alienígena e os demais são soldados que devem derrubá-lo. No entanto, o game permite que o jogador opte por três classes de predadores: caçador, observador e guerreiro. Cada um tem sua habilidade de combate e armas, como lança, disco cortante e aquele eficiente canhão, montado sobre o ombro.

O game chega para PS4 no dia 24 de abril. Também está prevista uma edição para PC.

Outros predadores

O Predador se tornou um grande astro do cinema. Além de uma trágica sequência estrelada por Danny Glover, lançada em 1990, o cabeludo da boca feia também esteve presentes nos dois episódios de Alien vs. Predator que colocava as duas franquias num mesmo universo. Em 2018 foi lançado o terceiro filme da série, estrelado por Boyd Holbrook. Mas foi nos games que o monstrengo se tornou um ícone da cultura pop.

Predator (NES)

Publicado em 1987, quase simultaneamente ao filme, o game coloca o jogador na pele do soldado Dutch Schaeffer (Arnold Schwarzenegger) em sua missão na América Central e em seguida se depara com o alienígena.

Trata-se de um game de ação em deslocamento lateral, com bichos esquisitos, um monte de buracos e obstáculos e cenários com pouca relevância com o filme. Nas fases de luta contra o predador, o estilo visual muda para o modo Big Mode, com os personagens mais detalhados. É um game que fez sucesso no Brasil, uma vez que fazia parte do catálogo do Phantom System, que era a versão do NES produzido pela Gradiente.

Alien vs. Predator (arcade)

Nos anos 1990, a Capcom tinha se tornado uma das principais produtoras de games para fliperamas. Além do sucesso global de Street Fighter II, a empresa japonesa também tinha se especializado em games de estilo Beat ‘em up (pancadaria), com Final Fight e Captain Commando.

Em 1994, após publicar Cadillacs and Dinossaurs ela resolveu resgatar dos alienígenas da sétima arte e colocar num único game. Alien vs. Predator era que permitia quatro jogadores simultâneos: Dutch (uma versão genérica de Schwarzenegger), Tenente Linn Kurosawa (que seria uma releitura moderna de Ellen Ripley), predador guerreiro e predador caçador.

No game, a missão era detonar com os xenomorfos que tinham invadido a Terra. Como em qualquer game do gênero Beat ‘em up para fliperama, o negócio era sentar o porrete e ficar de olho no cronômetro. Hoje é possível encontrar o game em sites de emulação.

Alien vs. Predator (SNES)

Cerca de um ano antes do lançamento do game da Capcom, o Super Nintendo tinha recebido sua versão de Alien vs. Predator, publicada pela Activision. O game tinha a mesma fórmula da edição para fliperamas, mas o jogador só poderia escolher entre as duas classes de predadores.

Visualmente o game agradava, mas tinha andamento mais lento que a produção para fliperama, uma vez que o console da Nintendo era tecnicamente inferior ao poderoso sistema CPS-2 da Cacpom. Hoje, é possível garimpar o game em sites de usados e leilões, ou apelar para emulação.

Alien vs. Predator (PC, PS3 e Xbox 360)

Em 2010 a Sega lançou outro game que colocava os dois monstros num mesmo pacote. No entanto, essa versão de AVP migrava para o modo FPS (Tiro em Primeira Pessoa) e tinha enredo mais elaborado. Na trama, fuzileiros coloniais encontram um planeta em que havia sinais de civilização inteligente.

Tratava-se de uma espécie de santuário dos predadores onde estavam presos os xenomorfos. Para variar algum pesquisador mexe onde não é chamado e os bichos se soltam. Ao mesmo tempo, um sinal é emitido e os predadores aparecem para limpar a sujeira.

O legal desse game é que há três tipos de campanha, uma para cada personagem. O jogador pode escolher em iniciar sua jornada como fuzileiro, predador ou xenomorfo. Mesmo assim é um game curto, que não demora muito para finalizar todas as campanhas.

Ghost Recon: Wildlands

A forma mais fácil e recente de se deparar com o predador é em Wildlands. Em 2017, a Ubisoft liberou conteúdo extra que adicionava uma missão em que o jogador precisava investigar mortes incomuns na selva boliviana. O conteúdo celebrava os 30 anos de publicação do filme original.

O conteúdo é muito legal pois inclui vários elementos retirados do longa-metragem com as manchas de sangue fluorescente na vegetação, os cadáveres esfolados, os crânios com coluna e demais bizarrices do monstrengo.

Encontrar o bicho exige paciência pois ele fica escondido na floresta. Pior é lutar contra ele. O ideia é jogar em equipe e não com os NPC’s. Traçar estratégias é fundamental para cercar o bicho.

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