Monitores Odyssey G7 e G9 curvos estreiam com taxa de 240Hz

Marcelo Jabulas | @mjabulas – No mercado de computadores há itens que passam por evoluções constantes. Processadores, placas gráficas, memórias, unidades de armazenamento evoluem numa velocidade espantosa. Até teclado e mouse evoluem rápido. Mas entre os monitores, o ritmo era mais lento.

Nos últimos 30 anos tivemos pelo menos quatro mudanças significativas diante dos olhos, literalmente. Uma ninharia. A primeira foi quando sugiram as telas VGA coloridas. Depois foi quando o monitor de tubo deu lugar à tela de LCD. Depois surgiram os monitores widescreen e por fim as telas curvas.

Para um usuário comum qualquer tela é tela, desde que se possa navegar, produzir suas planilhas no Excel, perambular por redes sociais e assistir a vídeos no YouTube. Mas, no meio gamer, o monitor pode ser divisor entre a vitória e derrota.

Nos últimos anos, com a popularização dos eSports, foi necessário evoluir também nas telas. Se há pouco tempo o que importava era a performance dentro do gabinete, hoje a qualidade e a velocidade do que é exibido é uma vantagem competitiva.

A Samsung acaba de lançar no Brasil a linha Odyssey de monitores gamers. São telas que levam a mesma assinatura de seus notebooks para jogos. Com duas versões G7 (27 polegadas) e G9 (49 polegadas), acabam de chegar ao Brasil com valores de R$ 4.549 e R$ 11.599, na ordem.

Topo de linha

São valores elevados, mas segundo a gerente da divisão de monitores da marca sul-coreana, Marina Correia, essas telas chegam como opções mais sofisticadas para computadores. “Estes monitores contam com taxa de atualização de 240Hz, que é única no mercado. Além disso a curvatura 1000R (fechamento do arco) é similar ao do olho humano, o que garante muito conforto ocular”, explica a gerente, que compara que na linha anterior a curvatura era de 1800R, mais aberta.

Na prática o que Marina quer dizer é que a tela permite que o gamer tenha um campo de visão completo do jogo ao seu redor e consiga perceber movimentos bem mais rápido do que se utilizasse um monitor convencional. “A atualização de quadros funciona como aquela animação que fazemos com a folha de caderno. Quanto maior a taxa, mais rápida seria a passagem das páginas”, ilustra a gerente.

Mas pagar quase R$ 5 mil ou mais de R$ 11 mil pode soar uma extravagância, ainda mais para jogar games. Realmente é se o amigo colocar esse monstro na sua mesa para jogar FreeCell ou Paciência.

Para competir

Agora quando se está competindo em torneios, que literalmente pagam milhões de dólares, é um investimento razoável. Para se ter uma ideia, em 2019 foram distribuídos US$ 211 milhões em quatro mil torneios ao redor do globo.

Trata-se de um nicho de mercado milionário, em que montar um gabinete com componentes de alto desempenho pode ultrapassar facilmente os R$ 20 mil. Teclados, fones, joysticks e mouses profissionais podem custar mais de R$ 1.500, cada.

Mas Marina explica que o para o G7 e o G9 entregarem o máximo de sua performance é preciso ter uma máquina robusta. “Antes de comprar o consumidor deve procurar um especialista para avaliar o setup (a máquina). Geralmente o público gamer sabe do que é preciso para rodar. Chegar aos 240Hz de atualização demanda placa gráfica de alto desempenho. Muitas vezes o setup adequado nem sempre é o mais caro, para isso temos modelos compatíveis com diferentes máquinas”, orienta.

Ou seja, uma coisa leva a outra. Não adianta nada ter a melhor placa de vídeo do mercado se o monitor não consegue entregar uma taxa de quadros rápida. Assim como não adianta gastar quase R$ 12 mil na tela se no gabinete os componentes são de baixo desempenho.

Streaming

Outro recurso dos monitores Odyssey é que eles permitem conectar até dois computadores. “É uma função muito prática para quem faz streaming de jogos, e geralmente usa duas máquinas, uma para rodar o game e outra para interagir no chat. Ele permite manter as duas telas de forma independente, sem penalizar o desempenho”, conta.

Isso sem dizer que as telas contam com design estiloso e têm uma fonte de luz na parte traseira, que contribui para a decoração do ambiente, que valoriza a transmissão. E Marina dá uma última dica para quem produz conteúdo de games. “Para gravação de imagens, o ideal é conectar a placa de captura na placa mãe e nunca no monitor, para não afetar o desempenho”.

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