Review – Metal Gear Solid V: The Phantom Pain

Marcelo Iglesias

Seria leviano publicar um review de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain sem pelo menos umas 12 horas de jogo. O ideal seriam pelo menos umas 40 horas, desse game gigantesco, mas demoraria demais e ninguém iria se interessar em ler. Título final da série criada por Hideo Kojima, Metal Gear Solid V é uma obra prima. E não se trata de exagero, Kojima conseguiu criar um jogo épico, que une todo os elementos de um bom game moderno, como exploração, mundo aberto, administração de recursos, ação, tiro em primeira ou terceira pessoa, estratégia, cutscenes intermináveis e uma narrativa fascinante, que tenta explicar a complexo história da série, que como em “Pulp Fiction” não é linear.

Quem não jogou os games anteriores não precisa ter medo. Dá para encarar a aventura e se iniciar em Metal Gear pelo último episódio (em data de publicação). Nessa aventura o jogador assume o papel de Big Boss o personagem central na trama, que deu origens aos clones Solid Snake e Liquid Snake. Big Boss estrelou Metal Gear Solid 3: Snake Eater, considerado  como um dos melhores jogos da franquia, publicado em 2004 para PlayStation 2.

O jogador inicia a campanha despertando de um coma, em um hospital numa região ultramarina da coroa britânica. Big Boss foi mantido lá, dormindo e escondido por nove anos, enquanto o mundo acreditava que ele estava morto. Mutilado, cego de um olho e com um pedaço de metal cravado na testa, o personagem precisa fugir de um esquadrão que descobriu sua localização.

Nesse primeiro momento surge uma observação sobre o enredo, que alguns podem considerar com falta de criatividade ou até mesmo plágio. Despertar do coma com assassinos à espreita não novidade no mundo dos games. Em Wolfenstein: The New Oder (leia o review), o protagonista B.J. Blazkowicz  vive o mesmo drama. O grandalhão ficou mais de 10 anos apagado e se levantou com uma disposição impar para detonar os nazis que o perseguiam. O que se pode dizer sobre o despertar de Big Boss é que ele é dramático, com o herói combalido, fraco e trôpego se rastejando. Ou seja, quem não nasceu para Big Boss não chegará a Blazko!

Bom, mas o que importa é que esses primeiros minutos de jogo servem como tutorial de comandos básicos, personagens estranhos surgem na confusão o que pode deixar o jogador desnorteado em relação à trama. Vencida a fase, o jogador inicia o “treinamento” de como deverá se comportar no restante do game. A primeira missão é dá uma pequena mostra de como Big Boss irá agir. Daí para frente é contar o que não se deve.

Jogabilidade e gráficos

Metal Gear Solid V pode ser considerado como uma espécie de Grand Theft Auto de espionagem. Com a liberdade de pilotar veículos, montar a cavalo, dentre outras peripécias, o jogador tem um vasto menu de comandos. Mas não se preocupe, a maioria deles segue o padrão básico de qualquer game em terceira pessoa e são muito parecido com os controles de Metal Gear Solid 4: Guns of The Patriots. Além disso, o jogador recebe instruções o tempo todo. Só não aprende quem não quer.

Graficamente o título surpreende pela qualidade visual, até mesmo nas edições para consoles veteranos como o PlayStation 3. Claro que não se pode comparar com as imagens geradas em um PC com uma placa de vídeo furiosa. Serrilhados, alguns elementos mal acabados e algumas texturas com baixa nitidez podem incomodar os mais exigentes, mas não comprometem a trama.

Uma das facetas do jogo é a liberdade de fazer o que bem entender, como em qualquer jogo de mundo aberto. O progresso dependerá das prioridades que jogador dará à campanha. Mas o mais legal é que uma das prioridades do game é reconstruir o exercido de mercenários Diamond Dogs, liderado pelos antigos parceiros de Big Boss. Dessa forma é preciso angariar recursos, pessoal, investir em equipamentos, armas, dentre outros itens necessários para quem quer vingar um braço amputado, dentre outras truculências.

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é um jogo obrigatório para quem é fã da série e muito recomendado para quem gosta de jogos extensos. Disponível para PC, PlayStation 4, PS3, Xbox One e X360, seus preços variam de R$ 150 a R$ 200.

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