O Limbo nunca foi tão bonito

GAMECOIN - LIMBO
Marcelo Iglesias*

A cena independente se tornou um naco rentável na indústria de jogos. Algumas produções tiveram tanta repercussão que não param de receber novas versões. É o caso de Limbo, desenvolvido pela Playdead, em 2010, e reconhecido como obra de arte por seu conceito minimalista, mas extremamente desafiador. O game acaba de ganhar uma versão refinada para PlayStation 4, rodando gráficos em 1080p, disponível na PlayStation Store por R$ 21.

Limbo coloca o jogador na pele de um menino que surge em um mundo sombrio. Como o nome já indica, o personagem é uma alma pura que não pode ir para o Paraíso, por não ter sido batizada, se considerarmos o dogma do catolicismo. E o nome faz todo sentido com a trama. O garoto precisa enfrentar uma série de perigos e desafios para obter sua salvação.

Além do enredo, o que torna Limbo uma referência é sua estética minimalista. Em preto e branco, o game apenas projeta as silhuetas dos elementos do cenário, criaturas e personagens, ampliando a ideia de abandono e desamparo do garotinho. A jogabilidade também é minimalista. O jogador utiliza apenas o direcional analógico e todos os botões correspondem a um único comando, que pode ser pulo ou acionar algum mecanismo.

Mas o grande segredo está nas infinitas charadas. O game tem diversas fases, que vão apresentadas de maneira contínua e com desafios que forçam o jogador a raciocinar sobre a sequência de comandos, movimentos e a hora certa de iniciar as sequências.

(*) Texto publicado na edição de 02 de fevereiro no Jornal Hoje em Dia

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