Handicap de FIFA 17 – O limite entre a bricandeira e o jogo de gente grande

Marcelo Iglesias | Redação GameCoin – Um antigo abalo voltou a estremecer o universo gamer. Jogadores de FIFA 17 postaram o Reedit um artigo em que acreditam que o game da EA Sports conta com uma espécie de código que poderia alterar os parâmetros de dificuldades para elevar o desempenho do jogador que estivesse perdendo a partida.

Chamado de Handicap (desvantagem), os autores da “denúncia” exibiram inclusive a imagem de uma extensão de código que supostamente seria o sistema capaz de fazer a manipulação. Não é a primeira vez que a teoria do handicap sacode a comunidade de jogadores de FIFA Soccer e mais uma vez a Electronic Arts nega veementemente que exista a maracutaia no game.

Sem querer sair em defesa da EA (pois ela já remunera alguém muito bem para isso), não seria de se estranhar se o game contivesse um algorítimo para tornar as disputas mais parelhas. Afinal, um dos principais estímulos do game é o desafio entre os jogadores e estimular a competitividade entre ambos.

Fragmento do suposto conteúdo extraído por jogadores que vasculharam as entranhas de FIFA 17

E quando se trata de um videogame, por mais realista que possa ser ainda é um produto de entretenimento e que visa o lucro diante da satisfação do consumidor. Assim, não seria estranheza que o sistema fosse capaz de ajustar o equilíbrio da partida. Em diversos games o jogador pode ajustar o nível de dificuldade quando não consegue vencer os desafios, alguns sob pena de menor pontuação ou restrições. Há games que fazem isso automaticamente para que o jogador não se sinta desestimulado e abandone o título. Pois, no final das contas é tudo uma brincadeira certo?

O problema é que o videogame deixou de ser uma atividade de lazer, brinquedo ou passa-tempo. Com o fomento do e-sport, em que estúdios, fabricantes de consoles e hardware e até emissoras de TV investem milhões de dólares em competições, a simples faísca de que um código pode beneficiar o jogador que está em pior situação para tornar a partida mais atraente se torna um problema sério.

Afinal, em competições de alto nível, o que está em jogo não é o nível de satisfação dos jogadores, mas suas habilidades para conseguir derrotar seus adversários. E no final, o vencedor não levará para casa um estrelinha de papel, mas um gordo cheque. Ou seja, não dá para ter um “apito amigo” virtual ferrando com quem (em tese) seria merecedor da vitória por ter melhor desempenho.

A novela do handicap ainda deverá render discussões acaloradas, mentidos e desmentidos, malas pretas, malas brancas e tudo mais que for necessário para manter a roda da fortuna dos games a pleno vapor. Mas uma coisa é certa: é muita inocência confiar cegamente na idoneidade de um jogo eletrônico desenvolvido para te fazer feliz!

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