Final Fantasy VII – Versão demo só aumentou a ansiedade

Marcelo Jabulas – Foi há 22 anos, quando finalizei Final Fantasy VII, game revolucionário que redefiniu a forma de desenvolver RPGs. E não é por acaso que FFVII é apontado como um dos melhores games do gênero. Assim, jogar a demo de seu remake, duas décadas depois, foi uma experiência interessante.

Para quem não conheceu o game original, Final Fantasy VII coloca o jogador na pele de Cloud Strife, um mercenário contratado por Barret (um grandalhão com um metralhadora giratória no lugar do antebraço). Ele é um ativista contra a corporação que extrai a substância Mako da natureza. Para Barret e seu grupo, o Mako é a fonte de vida do planeta e eles querem interromper a exploração.

A partir daí a história se amplia: novos personagens são adicionados, transformando o game numa aventura gigantesca. Para se ter uma ideia, em 1998, precisei de exatos 28 dias para chegar aos créditos.

Gatilhos

Os primeiros segundos do game ativaram um flashback, com uma certa dose de angústia e nostalgia. Quem zerou Final Fantasy VII sabe que se trata de um game envolvente, que cria uma relação afetiva com os personagens e a trama. A apresentação tem um simbolismo incrível  A versão original tinha uma estética mais cartunesca dos personagens, por uma questão técnica. Mesmo com uma visão mais inocente, trata-se de um game cativante, em que o jogador se apega à história.

Agora, FFVII é quase foto realista, com gráficos surpreendentes, expressões faciais e texturas impressionantes. Ele consegue fundir animações com gameplay sem quebras ou perda de qualidade. Tudo isso promete criar um vínculo ainda mais forte com os personagens.

Ou seja, ele vai te fazer sofrer, sentir ódio e mais um monte de sentimentos. Afinal, foram esses elementos que tornaram o game uma obra que não se perdeu com o tempo e nem se apequenou com o avanço da indústria de games.

Evolução

Mas o remake adicionou importantes evoluções ao melhor dos Final Fantasy. O game evoluiu em jogabilidade, ficou mais fluido e intuitivo. Tente jogar as edições para PS3 e PS4 do game original, sem poder contar com os analógicos. É desesperador, pois nosso condicionamento hoje é bem diferente daquele que tínhamos nos anos 1990. Ou seja, tudo ficou mais simples e intuitivo. Ele recorre à consolidada e funcional movimentação dos games em terceira pessoa que emergiram nos anos 2000.

Se mover Cloud Strife ficou mais fácil, fazer o mercenário lutar é bem mais simples. O novo game substituiu o prático sistema de combates por turno por um modelo em tempo real. Sim, é como jogar God of War, mas com um cara louro equipado com uma espada gigantesca.

Mesmo assim, os combates exigem pequenos turnos para carregar acesso a magias, especiais e itens como poções de saúde ou granadas. Esse elemento torna o combate mais desafiante para impedir que o jogador descarregue todo seu arsenal de uma só vez, banalizando o jogo.

Em suma, a demo de Final Fantasy VII confirma as expectativas sobre a produção que tem se arrastado nos últimos cinco anos. A missão dos programadores da Square Enix é melhorar a jogabilidade e visual de uma obra irrepreensível. E pelo que foi mostrado nesse breve conteúdo, podemos concluir que eles conseguiram. Se o amigo não se der por convencido, recomendo baixar a demonstração.

Com chegada em 10 de abril, Final Fantasy VII é exclusivo para PS4, com versão básica a R$ 250 e edição de luxo por R$ 333.

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