Reveiw – Assassins’s Creed IV: Black Flag

BLACK FLAG 1

Por Marcelo Iglesias 

Demoramos um bocado para publicar o review de “Assassin’s Creed IV: Black Flag” pois é um game que realmente merece atenção. No entanto, preciso admitir que o primeiro episódio de “Assassin’s Creed” foi um banho de água fria. Pelo menos em minha opinião pessoal. Lembro que o grande mote do título era a delicada seara da ascensão do cristianismo e as artimanhas dos cavaleiros templários. O game prometia em seu enredo, reabrir discussões pouco nobres da Santa Sé. Apesar de estampar algumas polêmicas, oferecer belíssimos gráficos e jogabilidade inovadora, o título pecava pela repetição.

Os demais episódios conseguiram se redimir, mas “Black Flag” superou todas as expectativas. O game conta a história de Edward Kenway, um marinheiro galês com sonho de grandeza e que deixa sua mulher em casa para fazer história nos mares do Caribe. A produção foi tão esmerada que a Ubisoft dividiu o trabalho em sete estúdios da empresa e recrutou um ator do País de Gales para fazer as vozes do protagonistas. Mas é muito provável que o jogador não perceba tal preciosismo já que o game tem dublagem em português.

Enredo de Black Flag

O oportunismo de Kenway o coloca em uma grande enrascada. O protagonista é um sobrevivente de uma batalha naval. Ele encontra o capitão do navio inimigo em uma praia e logo começa uma perseguição que culmina na morte do inimigo. Ele encontra uma carta com algumas instruções sobre uma missão e resolve assumir a identidade de sua vítima. A partir daí, qualquer informação poderá revelar detalhes do enredo. Então não vamos tocar mais nesse assunto.

BLACK FLAG

Graficamente o game mostra que ainda é possível extrair leite de pedra da sétima geração de consoles graças ao motor AnvilNex. O jogo é bonito, bem acabado e, pelo menos no PlayStation 3, a reprodução dos elementos do cenário não demoram muito para carregar na tela. A física segue o mesmo padrão dos demais títulos da série, assim como a mecânica de jogo. Kenway poderia trabalhar facilmente no Cirque du Soleil devido às suas habilidades acrobáticas.

Os combates e movimentos são os mesmos de sempre e os veteranos da série não terão dificuldades para dominá-los. Os novatos também não irão sofrer muito, já que a parte introdutória da trama funcional como tutorial. A riqueza de detalhes e informações sobre as locações, mapas gigantescos, infinitas missões secundárias e a possibilidade de vivenciar as experiências de um capitão de um navio pirata fazem de “Black Flag” um jogo imperdível. “Assassin’s Creed IV: Black Flag” tem versões para PC, PlayStation 3, PlayStation 4, Xbox 360 e Wii U

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